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Suspeita de assinatura falsa em documentos do SAMU Litoral é investigada

A situação veio à tona depois que a chefe das frotas do SAMU, identificou divergências em uma assinatura atribuída a ela

Por Gazeta do Paraná

Suspeita de assinatura falsa em documentos do SAMU Litoral é investigada Créditos: CISLIPA

Uma suspeita de falsificação de assinatura em documentos internos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Litoral passou a ser investigada após o surgimento de inconsistências em relatórios de ponto de servidores. O caso envolve um documento administrativo encaminhado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA) e levantou questionamentos sobre a regularidade das informações registradas. O caso está sendo apurado pelo Ministério Público, conforme o inquérito civil público de número 0103.25.001237-6.

A situação veio à tona depois que a chefe das frotas do SAMU, Renata de Andrade Britto Barboza, identificou divergências em uma assinatura atribuída a ela em um relatório de controle de frequência. Segundo o relato que deu origem à apuração, a servidora não reconheceu a assinatura como sendo de sua autoria, o que levantou a suspeita de que o documento pudesse ter sido assinado por outra pessoa.

Diante do apontamento, o caso foi formalizado e encaminhado para análise, com o objetivo de verificar se houve, de fato, alguma irregularidade no preenchimento ou validação do relatório de ponto dos servidores do SAMU Litoral. O documento questionado faz parte de um processo administrativo conduzido pelo CISLIPA, responsável pela gestão consorciada dos serviços de saúde na região.

Inicialmente, foi solicitado pelo MPPR que o consórcio prestasse esclarecimentos e adotasse providências para apurar internamente a situação, apresentando informações que pudessem esclarecer a origem da assinatura e as circunstâncias em que o documento foi produzido. No entanto, até o momento, não houve retorno às solicitações feitas dentro do prazo estipulado.

Com a falta de resposta e a necessidade de aprofundar a análise dos fatos, a apuração passou a tramitar em um procedimento mais detalhado, permitindo o acompanhamento contínuo do caso e a adoção de novas diligências. A medida busca reunir informações, documentos e eventuais manifestações das partes envolvidas para esclarecer se houve falha administrativa, erro material ou algum tipo de irregularidade na elaboração dos registros.

A investigação tem como foco principal entender como o relatório foi produzido, quem teve acesso ao documento, quais foram os procedimentos adotados para validação das informações e se os controles internos do consórcio e do serviço de saúde foram devidamente observados. Também será avaliado se a situação pode ter impacto na gestão do serviço ou nos direitos dos servidores envolvidos.

O caso segue em apuração, e novos pedidos de informação podem ser feitos ao longo do processo. Mesmo na ausência de respostas formais, o procedimento continuará em andamento até que os fatos sejam devidamente esclarecidos e haja definição sobre eventuais encaminhamentos.

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