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Maio terá massa de ar polar e risco de geada no Paraná; veja quando o frio aperta Créditos: Roberto Dziura Jr/AEN

Maio terá massa de ar polar e risco de geada no Paraná; veja quando o frio aperta

Primeira quinzena do mês será marcada por duas frentes frias e entrada de ar polar entre os dias 9 e 12; Simepar e IDR-Paraná ativam monitoramento para proteger lavouras

O mês de maio deve marcar a transição mais evidente para o frio no Paraná, com previsão de geadas, queda nas temperaturas e passagem de frentes frias ao longo das próximas semanas. As informações são do Simepar, que também anunciou o início do serviço Alerta Geadas a partir da próxima segunda-feira (4), em parceria com o IDR-Paraná.

De acordo com a previsão, o comportamento do clima será dividido em dois momentos distintos. Na primeira quinzena, o tempo deve ficar mais instável, com a passagem de duas frentes frias pelo estado. A primeira está prevista entre os dias 2 e 3 de maio, com impacto mais leve e concentrado na região Leste, incluindo queda moderada nas temperaturas.

Apesar do termo, a chegada de uma frente fria não significa necessariamente frio imediato. Esse sistema ocorre quando uma massa de ar frio avança sobre uma região com ar quente, provocando instabilidade e formação de nuvens, o que normalmente resulta em chuva.

Na sequência, entre os dias 7 e 8, a atuação de uma nova massa de ar frio deve provocar redução mais significativa nas temperaturas. Já a segunda frente fria, prevista na mesma semana, pode trazer o primeiro episódio mais intenso de frio do mês, com risco de geadas, principalmente na metade Sul do Paraná. O período mais crítico deve ocorrer entre os dias 9 e 12, com a entrada de uma massa de ar polar.

Após esse cenário inicial, a tendência é de estabilização do tempo na segunda metade do mês. As temperaturas devem subir gradualmente e não há previsão de volumes expressivos de chuva. Mesmo com variações ao longo dos dias, a expectativa é de que maio termine dentro da média histórica no estado.

Em relação às médias históricas, as regiões próximas a Cascavel, Pinhão, Pato Branco e Borrazópolis costumam registrar os maiores volumes de chuva no mês, variando entre 200 mm e 225 mm. No restante do Oeste e Sudoeste, os acumulados ficam entre 150 mm e 200 mm. Já no Noroeste, Centro-Sul e Litoral, os índices variam entre 125 mm e 150 mm.

Na Região Metropolitana de Curitiba, Norte e Norte Pioneiro, os volumes históricos ficam entre 100 mm e 125 mm. Os menores índices são registrados em áreas como Cambará, Jacarezinho, Cerro Azul e Doutor Ulisses, com acumulados entre 75 mm e 100 mm.

As temperaturas máximas mais baixas em maio são registradas historicamente entre Palmas e Bituruna, com variação entre 18°C e 20°C. No Centro-Sul e em parte da Região Metropolitana de Curitiba, ficam entre 20°C e 22°C. Já nas regiões Norte, Noroeste e Litoral, as máximas variam entre 24°C e 26°C, podendo chegar a 28°C em municípios como Diamante do Norte, Marilena, Cambará e Jacarezinho.

As mínimas também apresentam variação significativa. Nas regiões mais frias, como Palmas e Bituruna, os termômetros costumam marcar entre 8°C e 10°C. No Sudoeste e Centro-Sul, variam entre 10°C e 12°C, enquanto no Oeste e Norte Pioneiro ficam entre 12°C e 14°C. No Litoral, Norte e Noroeste, as mínimas são mais elevadas, entre 14°C e 16°C.

O Simepar também inicia na próxima semana a operação do Alerta Geadas, que chega ao 32º ano. O serviço foi criado inicialmente para proteger lavouras de café, mas atualmente atende diversas cadeias do agronegócio, como avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, além de impactar outros setores econômicos.

A geada ocorre, principalmente, quando há combinação de massa de ar polar, céu limpo e ventos fracos, o que favorece a rápida perda de calor da superfície. Nessas condições, a umidade do ar se transforma em cristais de gelo, formando a camada típica sobre plantas e solo.

Durante o período de atuação do serviço, que vai até meados de setembro, serão divulgados boletins diários com informações sobre as condições do tempo. Em caso de risco de geadas com potencial de causar prejuízos, alertas são emitidos com antecedência para orientar produtores e demais setores.

No ano passado, o sistema registrou 137 boletins e 39 alertas específicos para risco de geadas, sendo a maioria voltada às regiões mais ao Sul do estado.

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