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Pesquisa Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno da eleição de 2026 Créditos: Reprodução Redes Sociais

Pesquisa Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno da eleição de 2026

Levantamento Genial/Quaest mostra Lula com 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio Bolsonaro no principal cenário de segundo turno; presidente também lidera no primeiro turno e vence todos os cenários simulados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do senador, abrindo uma diferença de oito pontos percentuais.

O resultado indica uma evolução da vantagem do presidente em relação aos levantamentos anteriores. Em junho, Lula registrava 44% contra 38% de Flávio. Em maio, os dois apareciam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, com 42% para o petista e 41% para o senador. Já em abril, Flávio Bolsonaro chegou a liderar numericamente, com 42% contra 40% de Lula, enquanto, em março, ambos tinham 41%.

De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a vantagem do presidente cresceu nos últimos meses e chegou ao maior patamar da série recente.

"A vantagem de Lula para Flávio seria de oito pontos percentuais e oscilou positivamente dois pontos no último mês", afirmou.

Lula vence em todos os cenários simulados

Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, a pesquisa simulou outros três cenários de segundo turno. Em todos eles, Lula aparece na liderança.

Na disputa contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 45% das intenções de voto, enquanto o adversário soma 36%. Outros 15% disseram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas, e 4% permanecem indecisos.

Em um eventual confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também alcança 45%, contra 35% do mineiro. Nesse cenário, 16% afirmam que votariam em branco, nulo ou não votariam, enquanto 4% ainda não decidiram.

Já diante de Renan Santos (Missão), Lula amplia ainda mais a vantagem. O presidente aparece com 45% das intenções de voto, contra 33% do adversário. Outros 18% optam por branco, nulo ou abstenção, e 4% seguem indecisos.

Segundo Felipe Nunes, mesmo após os recentes desgastes enfrentados por Flávio Bolsonaro, nenhum outro nome da oposição se mostrou mais competitivo diante de Lula.

Primeiro turno mantém Lula na liderança

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula também lidera a corrida presidencial.

Os números são os seguintes:

  • Lula (PT): 40%;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 28%;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
  • Renan Santos (Missão): 3%;
  • Romeu Zema (Novo): 2%;
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
  • Augusto Cury (Avante): 1%;
  • Joaquim Barbosa (DC): 1%;
  • Samara Martins (UP): 1%;
  • Edmilson Costa (PCB): 0%;
  • Heró Bezerra (PRTB): 0%;
  • Hertz Dias (PSTU): 0%;
  • Branco, nulo ou não votariam: 11%;
  • Indecisos: 8%.

A pesquisa também mostra que 65% dos entrevistados afirmam já ter decidido definitivamente o voto para a eleição presidencial, enquanto 35% disseram que ainda podem mudar de candidato até o primeiro turno.

Briga entre Flávio e Michelle pode ter afetado campanha

A pesquisa foi a primeira realizada após dois episódios de grande repercussão política: a operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) e a divulgação de vídeos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticando Flávio Bolsonaro.

Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados disseram conhecer o episódio envolvendo Michelle, enquanto 51% afirmaram que não tinham conhecimento da polêmica.

Entre os que responderam, 45% avaliaram que Michelle acertou ao divulgar os vídeos, enquanto 38% consideraram que ela errou.

Quando questionados sobre com quem concordavam mais na disputa familiar, 42% disseram apoiar Michelle Bolsonaro e apenas 18% afirmaram concordar mais com Flávio Bolsonaro.

Para Felipe Nunes, o episódio pode ter enfraquecido a imagem do senador junto ao eleitorado mais moderado.

Segundo ele, caiu de 33% para 29% a parcela dos eleitores que enxerga Flávio como um nome mais moderado do que o restante da família Bolsonaro.

Entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, o apoio ao senador também apresentou queda ao longo dos últimos meses. Depois de atingir 90% em abril, o índice passou para 88% em maio, 82% em junho e chegou a 74% em julho.

Entre os bolsonaristas, Flávio também perdeu parte do apoio. O percentual caiu de 97%, registrado em maio e junho, para 91% neste levantamento.

Caso Jaques Wagner também entra no radar

O levantamento também mediu o impacto político da investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT), suspeito de atuar em favor do Banco Master.

Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados disseram não conhecer o caso. Entre aqueles que responderam sobre o tema, 61% afirmaram acreditar que o senador agiu de forma errada.

Para 37% dos entrevistados, a investigação prejudica muito a campanha de Lula. Outros 25% entendem que o episódio causa um impacto negativo menor, enquanto 22% acreditam que não produz efeitos sobre a disputa presidencial.

Aprovação do governo supera desaprovação

Outro dado destacado pela pesquisa é a recuperação da avaliação do governo federal.

Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação da gestão Lula ficou numericamente acima da desaprovação. Segundo a Quaest, 48% aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam.

Na avaliação da administração, 36% classificam o governo como positivo, mesmo percentual dos que o consideram negativo. Outros 26% avaliam a gestão como regular.

Quando perguntados se Lula deveria disputar um novo mandato, 51% responderam que não, enquanto 45% disseram que o presidente merece permanecer por mais quatro anos no cargo.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.

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