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MP denúncia Marcinho VP e o filho, rapper Oruam, por lavagem de dinheiro e organização criminosa Créditos: Reprodução

MP denúncia Marcinho VP e o filho, rapper Oruam, por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Investigação aponta que artista usava carreira para dar aparência legal a recursos do tráfico; Marcia Nepomuceno e Oruam não foram localizados e são considerados foragidos

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou nesta sexta-feira (1º) Márcio dos Santos Nepomuceno, a esposa dele, Marcia Gama Nepomuceno, e o filho, o rapper Oruam, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A denúncia é resultado de investigação conduzida pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada e foi formalizada após operação policial realizada na quarta-feira (29), que teve como foco a estrutura financeira do Comando Vermelho.

Além dos familiares de Marcinho VP, outras nove pessoas foram denunciadas por participação em um esquema de ocultação de valores provenientes do tráfico de drogas.

Estrutura da organização

De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa é dividida em quatro núcleos. O primeiro é a liderança, atribuída a Marcinho VP, que, mesmo preso há cerca de 30 anos, continuaria exercendo influência sobre decisões estratégicas e expansão do grupo.

O segundo núcleo seria composto por familiares, incluindo Marcia Nepomuceno e Oruam, que, segundo a investigação, atuariam na intermediação de ordens e na administração de bens e recursos.

O terceiro grupo envolve os chamados “testas de ferro”, apontados como responsáveis por ocultar patrimônio. Entre eles estão Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, conhecido como Magrão, e Jeferson Lima Assis.

Já o quarto núcleo seria formado por lideranças operacionais, responsáveis pela atuação direta nas comunidades.

Esquema de lavagem de dinheiro

Segundo o MP-RJ, Marcia Nepomuceno teria atuado como gestora financeira do grupo, recebendo valores em espécie e promovendo a lavagem de dinheiro por meio da compra e administração de imóveis, fazendas e estabelecimentos comerciais.

Oruam, por sua vez, é acusado de utilizar a carreira artística para dar aparência legal aos recursos obtidos com o tráfico. De acordo com a denúncia, ele recebia repasses financeiros para custear despesas pessoais, festas e viagens.

Operação e investigados

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Carlos Alexandre Martins da Silva foi preso na ação. Já Oruam, Marcia Nepomuceno e Lucca Nepomuceno não foram localizados e são considerados foragidos.

A investigação reúne, entre as provas, interceptações de conversas que, segundo o Ministério Público, indicam a permanência da influência de Marcinho VP sobre a organização criminosa.

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