MP não descarta exumar corpo de cão morto na Praia Brava para esclarecer investigação
Promotor aponta inconsistências no inquérito e avalia novas diligências para esclarecer morte do animal em Florianópolis
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O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) avalia solicitar a exumação do corpo do cão Orelha, morto na Praia Brava, em Florianópolis, como parte das medidas para aprofundar a investigação do caso. A possibilidade foi confirmada pelo promotor de Justiça Sandro Souza e integra um conjunto de diligências complementares que devem ser requisitadas à Polícia Civil.
A decisão ocorre após a análise preliminar dos documentos enviados pelos investigadores apontar inconsistências e lacunas que, segundo o MP-SC, precisam ser esclarecidas para permitir a reconstrução completa dos fatos.
Duas promotorias acompanham o caso. A 10ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela área da Infância e Juventude, identificou falhas no Boletim de Ocorrência, especialmente sobre a eventual participação de adolescentes. O procedimento tramita em sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que impede a divulgação de informações que possam identificar menores envolvidos.
Paralelamente, a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, apura a possível prática de coação e ameaça relacionadas ao caso. A investigação envolve familiares dos adolescentes e um porteiro de um condomínio localizado na Praia Brava. O Ministério Público busca esclarecer se esses fatos têm ligação direta com a morte do animal.
A exumação é tratada como uma medida técnica, que poderá ser adotada caso seja considerada necessária para esclarecer pontos ainda não resolvidos. O MP-SC informou que novas providências devem ser formalizadas nos próximos dias, após a requisição das diligências complementares.
A Polícia Civil concluiu o inquérito na terça-feira (3). Segundo a investigação, houve participação de adolescentes no crime. A corporação solicitou a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação a testemunha.
