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Maiara quase perdeu o cabelo e expõe luta contra a alopecia

Cantora revela que procedimentos estéticos e calvície genética levaram à queda acentuada dos fios

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Maiara quase perdeu o cabelo e expõe luta contra a alopecia Créditos: Reprodução/Instagram

A cantora Maiara usou as redes sociais para mostrar, pela primeira vez, o cabelo natural e contar um capítulo delicado da própria história. Sem maquiagem e de forma espontânea, ela revelou que quase ficou careca após anos de procedimentos químicos e alongamentos, somados ao diagnóstico de alopecia androgenética.

Segundo a artista, o uso constante de alisamentos e extensões começou ainda na adolescência, por volta dos 14 anos, quando passou a se adequar às exigências da carreira artística. Com o tempo, os fios passaram a quebrar, cair com frequência e deixaram de crescer. O quadro se agravou com a alopecia, condição de origem genética e hormonal que provoca a miniaturização do fio.

Maiara contou que chegou a ouvir de profissionais que o cabelo não voltaria a crescer. A virada aconteceu há cerca de quatro anos, quando decidiu mudar a forma de cuidado. O tratamento passou a incluir atenção contínua ao couro cabeludo e o uso de laces, perucas de alta qualidade, como forma de proteção dos fios naturais durante a recuperação.

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O resultado, segundo a cantora, foi além da estética. Ela relatou que o cabelo voltou a crescer com cachos semelhantes aos da infância, trazendo mais segurança e fortalecendo a autoestima. Para Maiara, o processo representou uma reconstrução pessoal.
Nesta terça-feira (3), a artista disse estar emocionada com a repercussão do relato e com as mensagens de mulheres que se identificaram com a situação. A médica responsável pelo acompanhamento capilar, Andressa Matos, explicou que o tratamento exige disciplina e respeito ao tempo do corpo, já que a alopecia androgenética é uma condição crônica, com fases de estabilidade e recaída.

O que é a alopecia androgenética

Conhecida popularmente como calvície, a alopecia androgenética é a principal causa de queda persistente de cabelo. A doença tem origem genética e hormonal e pode se manifestar desde a adolescência. Estima-se que atinja cerca de metade dos homens e até 40% das mulheres ao longo da vida.

Nos homens, a perda costuma aparecer nas entradas e no topo da cabeça. Nas mulheres, o afinamento dos fios ocorre principalmente na região central do couro cabeludo, preservando a linha frontal. Fatores como estresse, alterações hormonais, deficiência de ferro, distúrbios da tireoide e excesso de química podem acelerar o quadro.

A condição está relacionada à sensibilidade do folículo capilar ao hormônio DHT, derivado da testosterona. Embora os níveis hormonais sejam mais altos nos homens, mulheres também podem desenvolver a doença, especialmente em fases como menopausa ou em casos de síndrome dos ovários policísticos.

Quais são os tratamentos

O tratamento varia conforme o estágio da alopecia e deve ser indicado por um dermatologista, preferencialmente especialista em cabelo. Entre as opções estão medicamentos tópicos, como o minoxidil, e terapias orais que atuam no bloqueio hormonal, indicadas conforme cada caso.

Procedimentos como microagulhamento, laser terapêutico e outras abordagens clínicas podem auxiliar no estímulo ao crescimento dos fios. O uso de laces e perucas também é adotado como estratégia para preservar a autoestima durante o tratamento.

A automedicação não é recomendada. Ajustes na alimentação, reposição de nutrientes e o controle de doenças associadas fazem parte do cuidado contínuo.

Quando a queda de cabelo merece atenção

A perda diária de até 100 fios é considerada normal. No entanto, quedas intensas, afinamento visível ou falhas no couro cabeludo indicam a necessidade de avaliação médica. O acompanhamento é essencial para diferenciar situações temporárias, como estresse, de quadros crônicos, como a alopecia androgenética.

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