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Libido masculina em queda: testosterona baixa, hipertensão e ansiedade afetam desempenho

Especialistas alertam que alterações hormonais, hipertensão, varicocele e uso de medicamentos podem comprometer a libido e a função sexual; diagnóstico precoce evita agravamentos

Por Gazeta do Paraná

Libido masculina em queda: testosterona baixa, hipertensão e ansiedade afetam desempenho Créditos: Reprodução

A dificuldade de manter o desempenho íntimo, a queda da libido e a sensação de perda de vitalidade deixaram de ser um tabu restrito aos consultórios para se tornar uma conversa cada vez mais presente entre homens de diferentes idades. O que muitos encaram como um problema isolado, no entanto, costuma ter origem em um conjunto de fatores hormonais, circulatórios e emocionais que afetam diretamente a saúde sexual masculina.

Entre os principais gatilhos está a redução da testosterona, hormônio fundamental para o desejo sexual, a energia e a manutenção da massa muscular. A produção natural tende a cair com o avanço da idade, mas também pode ser impactada por estresse crônico, sedentarismo, obesidade, noites mal dormidas e uso contínuo de determinados medicamentos.

Quando o equilíbrio hormonal se altera, o corpo responde. A libido diminui, a disposição física cai e o desempenho íntimo pode ficar comprometido. Em muitos casos, o sintoma é o primeiro alerta de que algo mais amplo está fora do lugar.

 

Não é só a testosterona

Problemas vasculares também entram nessa equação. A ereção depende diretamente da circulação sanguínea adequada. Doenças como hipertensão arterial, varizes, varicocele e alterações metabólicas — comuns em pacientes com diabetes ou resistência à insulina — dificultam a chegada de sangue ao pênis e interferem na resposta do organismo.

Há ainda o peso do estilo de vida moderno. O estresse constante, a ansiedade e a sobrecarga emocional afetam o sistema nervoso e podem bloquear estímulos sexuais mesmo quando não há causa física evidente. Substâncias como cigarro e drogas ilícitas agravam o quadro ao prejudicar os vasos sanguíneos e o funcionamento hormonal.

Outro ponto de atenção é a automedicação. Antidepressivos, ansiolíticos, remédios para pressão arterial e até fórmulas “naturais” prometidas como estimulantes podem ter efeitos colaterais sobre a libido. Especialistas reforçam que qualquer tratamento deve ser acompanhado por avaliação médica.

Em contrapartida, algumas mudanças simples podem ajudar. A prática regular de atividade física melhora a circulação e a produção hormonal. Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, como os de Kegel, têm sido indicados para aumentar o controle muscular e a qualidade da resposta íntima. A alimentação equilibrada, com minerais como magnésio e zinco, também contribui para o funcionamento metabólico.

O principal recado é que a saúde sexual não deve ser tratada como um problema isolado ou motivo de constrangimento. Em muitos casos, ela funciona como termômetro do organismo. Queda de libido, alterações na ereção ou desconfortos persistentes podem indicar desde desequilíbrios hormonais até doenças cardiovasculares silenciosas.

Ignorar os sinais pode custar caro. Procurar orientação médica, realizar exames e ajustar hábitos de vida continua sendo o caminho mais seguro para recuperar a qualidade de vida e o bem-estar.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp