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Laudo aponta necessidade de cuidados especiais para Bolsonaro

Perícia médica identifica risco de queda e recomenda medidas preventivas; Moraes solicitou manifestação da defesa e da PGR

Laudo aponta necessidade de cuidados especiais para Bolsonaro Créditos: Sergio Lima/AFP

Uma perícia médica realizada pela Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa de cuidados especiais na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, mas não apresenta indicação de transferência para um hospital. O laudo aponta risco de queda e recomenda medidas preventivas e ajustes no tratamento.

O exame foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado determinou que a defesa de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o conteúdo do documento.

A avaliação ocorreu no dia 20, no 19º Batalhão da Polícia Militar, que integra o complexo penitenciário da Papuda. Os médicos entrevistaram Bolsonaro, realizaram exame clínico, analisaram exames anteriores e verificaram as condições do local onde ele está detido.

Segundo o laudo, Bolsonaro apresenta doenças crônicas sob controle, como hipertensão, obesidade, refluxo e apneia obstrutiva do sono grave. O documento também registra sintomas neurológicos que aumentam o risco de queda, especialmente em razão do uso combinado de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e no sistema cardiovascular.

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De acordo com os médicos, essa combinação pode provocar efeitos como tontura, sedação, lentidão psicomotora e queda de pressão ao se levantar, fatores que elevam o risco de acidentes. O ex-presidente relatou sensação de tontura ao mudar de posição e afirmou que, ao caminhar, precisa manter atenção para não perder o equilíbrio ou contar com apoio.

Bolsonaro sofreu uma queda no início de janeiro, quando ainda estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele bateu a cabeça na ocasião. Após o episódio, Moraes autorizou a transferência para uma cela maior na Papudinha.

A perícia recomendou medidas para reduzir riscos, como instalação de barras de apoio em corredores e no banheiro, campainha de emergência e monitoramento em tempo real. Também indicou acompanhamento nutricional, prática de atividades físicas e fisioterapia.

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O laudo observou ainda que a alimentação atual é limitada. Bolsonaro consome o café da manhã fornecido na unidade e recebe as demais refeições da família. Segundo o documento, a dieta apresenta baixo consumo de frutas, verduras e hortaliças e inclui alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.

Apesar das recomendações, os médicos concluíram que o quadro clínico não exige hospitalização. O documento orienta a continuidade do acompanhamento médico e a adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de complicações.

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