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Copa do Mundo de 2026 terá recorde de 32 jogadores do Campeonato Brasileiro
Torneio que começa nesta quinta-feira (11) conta com atletas de dez clubes da Série A distribuídos por sete países; Memphis Depay e Flaco López fazem história
A Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira (11) terá uma marca inédita para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, 32 jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro disputarão o torneio defendendo sete seleções diferentes.
Os atletas estão distribuídos por dez clubes da Série A e representam Brasil, Uruguai, Paraguai, Equador, Colômbia, Argentina e Holanda.
O número supera o recorde anterior, registrado na Copa de 1974, quando 27 jogadores que atuavam no futebol brasileiro participaram do Mundial. Naquela edição, porém, 22 deles integravam a própria seleção brasileira. Em comparação com a Copa de 2022, o crescimento é ainda mais expressivo: há quatro anos, apenas sete atletas do Brasileirão estiveram presentes no torneio.
Para especialistas do setor, o aumento da representatividade reflete o fortalecimento econômico e esportivo dos clubes brasileiros no cenário internacional.
Brasil, Uruguai e Paraguai lideram lista
As seleções de Brasil, Uruguai e Paraguai são as que mais contam com jogadores que atuam no futebol brasileiro. Cada uma delas terá sete representantes vindos da Série A.
Na seleção brasileira, quatro atletas convocados pertencem ao Flamengo: os defensores Danilo e Léo Pereira, o lateral Alex Sandro e o meia Lucas Paquetá. A lista também conta com o goleiro Weverton, do Grêmio, o volante Danilo Santos, do Botafogo, e o atacante Neymar, do Santos.
O Uruguai também tem forte presença de jogadores do futebol brasileiro. O Flamengo cedeu o lateral Guillermo Varela e os meias Giorgian De Arrascaeta e Nicolás De La Cruz. O Palmeiras será representado pelo lateral Joaquín Piquerez e pelo volante Emiliano Martínez. Completam a relação o goleiro Sergio Rochet, do Internacional, e o atacante Agustín Canobbio, do Fluminense.
Já o Paraguai chega ao Mundial com três atletas do Palmeiras: o zagueiro Gustavo Gómez, o meia Maurício e o atacante Ramón Sosa. Também foram convocados Fabian Balbuena, do Grêmio, Junior Alonso, do Atlético-MG, Damián Bobadilla, do São Paulo, e Isidro Pitta, do Red Bull Bragantino.
Equador e Colômbia também apostam em atletas da Série A
A seleção equatoriana terá cinco jogadores que atuam no Brasileirão. O Atlético-MG concentra três deles: o lateral Ángelo Preciado, o volante Alan Franco e o atacante Alan Minda.
Também integram a equipe o zagueiro Félix Torres, do Internacional, e o atacante Gonzalo Plata, do Flamengo.
A Colômbia, por sua vez, convocou quatro atletas que disputam a Série A brasileira. Estão na lista os meias Juan Portilla, do Athletico-PR, e Jorge Carrascal, do Flamengo, além dos atacantes Jhon Arias, do Palmeiras, e Andrés Gómez, do Vasco.
Argentina volta a ter jogador do Brasileirão após 20 anos
Atual campeã mundial, a Argentina contará com o atacante Flaco López, do Palmeiras.
A presença de um atleta do futebol brasileiro na seleção argentina em uma Copa do Mundo não acontecia desde 2006, quando Javier Mascherano e Carlos Tévez, ambos do Corinthians na época, defenderam os hermanos no torneio disputado na Alemanha.
Memphis Depay faz história pela Holanda
Outro destaque da lista é o atacante Memphis Depay, do Corinthians, convocado pela seleção da Holanda.
Maior artilheiro da história da equipe holandesa, com 54 gols, Depay se tornou o primeiro jogador europeu convocado para uma Copa do Mundo enquanto atua no Campeonato Brasileiro.
Brasileirão ganha espaço no cenário internacional
O crescimento do número de convocados reforça uma mudança no papel do futebol brasileiro no mercado global.
Para Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, os clubes brasileiros enfrentam menos concorrência regional do que as equipes das principais ligas europeias, o que ajuda a atrair e manter atletas de alto nível.
Já Alexandre Frota, diretor-executivo da FutPro Expo, avalia que o Brasileirão deixou de ser apenas uma vitrine para exportação de talentos.
“O futebol brasileiro deixou de ser apenas um exportador de talentos e passou a se posicionar também como um mercado estratégico dentro da cadeia global do esporte”, afirmou.
A presença recorde de atletas da Série A na Copa reforça esse movimento e evidencia o crescimento da competitividade dos clubes brasileiros no cenário internacional.
