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Homero Marchese rebate Sandro Alex e questiona autoria de obras citadas em debate

Candidato a deputado federal contesta declarações sobre obras rodoviárias e afirma que intervenções são previstas em contratos federais de concessão

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Homero Marchese rebate Sandro Alex e questiona autoria de obras citadas em debate Créditos: Divulgação

O candidato a deputado federal Homero Marchese (Novo)fez uma série de críticas às declarações do candidato ao Governo do Paraná, Sandro Alex, durante o debate eleitoral realizado na terça-feira (11). Em vídeo divulgado após o encontro, Marchese afirmou que Sandro teria atribuído ao Governo do Estado a responsabilidade por obras que, segundo ele, estão previstas nos contratos federais de concessão de rodovias.

A principal crítica de Marchese foi direcionada a uma fala de Sandro Alex sobre obras de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Curitiba. Durante o debate, o candidato do PSD afirmou: “Nós estamos com grandes obras e obras importantes na Região Metropolitana e eu não vou permitir, inclusive, que eles parem essas obras”.

Marchese contestou diretamente a declaração. “Você não precisa permitir ou não permitir nada, Sandro Alex, porque isso não está sob a sua responsabilidade”, afirmou. Segundo o candidato a deputado federal, as obras citadas por Sandro estão previstas nos novos contratos de pedágio firmados entre as concessionárias e o governo federal.

“Essas obras que você vai mencionar são obras do novo contrato de pedágio, que foi assinado entre as concessionárias e o governo federal”, declarou Marchese, acrescentando que, na avaliação dele, não seria correto apresentar as intervenções como obras diretamente executadas pelo Governo do Paraná.

Entre os projetos mencionados durante o debate está a duplicação do Contorno de Colombo, na PR-418. Sandro Alex citou a obra ao apresentar os investimentos em infraestrutura realizados no Estado.
Marchese rebateu: “Essa obra é uma obra que está sendo paga pela população que usa as rodovias paranaenses no lote 1, é uma obra que está sendo tocada pela concessionária Via Araucária e não por você, Sandro Alex, não por seu governo”.

O candidato também questionou outra declaração de Sandro sobre a ampliação do Contorno Sul de Curitiba. Segundo Sandro Alex, serão quatro pistas no trecho utilizado por motoristas que seguem em direção ao aeroporto e a Santa Catarina.

Para Marchese, entretanto, a obra integra os contratos de concessão rodoviária. “Mais uma vez, não é obra do governo do Estado. São obras previstas nos contratos federais de concessão, seja do lote 1 ou do contrato com a Arteris Litoral Sul”, afirmou.

A discussão também envolveu as obras na descida da Serra do Mar. Durante o debate, Sandro Alex afirmou: “Nós já iniciamos o primeiro trecho, serão três pistas até Paranaguá”.
Marchese contestou novamente a atribuição da obra ao governo estadual. “Você não iniciou nada, Sandro Alex. Essa é uma obra também do novo contrato de pedágio, dessa vez do lote 2”, afirmou.

Na avaliação de Marchese, o financiamento das intervenções ocorre por meio das tarifas pagas pelos usuários das rodovias dentro dos contratos de concessão. “Quem está pagando por isso é a população do Estado, não é o governo que está executando. E esse é um contrato, volto a dizer, feito com o governo federal”, declarou.

Outro projeto citado na discussão foi a duplicação da PR-423, entre Campo Largo e Araucária. Marchese afirmou que também se trata de uma obra vinculada ao sistema de concessão.
“Mais uma obra do pedágio, um contrato federal, tocado pela concessionária do lote 1”, disse.

Estrada da Boiadeira e Segunda Ponte

Na sequência do debate, Sandro Alex afirmou que seu grupo político efetivamente executou obras importantes no Paraná e citou a Estrada da Boiadeira, no Noroeste do Estado, e a Segunda Ponte Brasil-Paraguai.
“Quem tocou a obra da Boiadeira fui eu junto com o governador Ratinho Junior”, afirmou Sandro. Ele também declarou que a Segunda Ponte Brasil-Paraguai foi realizada pelo governador Ratinho Junior em parceria com o então presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, os investimentos tiveram participação decisiva do governo federal, especialmente por meio da Itaipu.

O candidato a deputado federal também criticou o fato de Sandro mencionar a parceria com o governo Bolsonaro sem, segundo sua avaliação, destacar suficientemente a origem dos recursos utilizados nas obras.

Trevo Cataratas

A discussão ganhou um tom mais crítico quando Marchese citou obras no Oeste do Paraná, especialmente a duplicação da Rodovia das Cataratas e o viaduto do Trevo Cataratas, em Cascavel.
“Trevo Cataratas, em Cascavel. Essa talvez seja uma das mentiras mais duras do debate”, afirmou Marchese.

Segundo ele, a obra não teria surgido como uma iniciativa exclusiva do Governo do Paraná, mas estaria relacionada a um acordo de leniência firmado entre o Ministério Público Federal e uma empresa que atuava no sistema de pedágio no Estado.

“O Ministério Público Federal obteve da empresa a contratação e execução dessa obra”, afirmou.
Marchese também lembrou que o acordo de leniência envolveu a admissão de práticas de corrupção relacionadas aos antigos contratos de pedágio no Paraná. Na avaliação dele, esse contexto deveria ser considerado ao se discutir a origem e a responsabilidade pelas obras.
O candidato ainda relacionou o debate sobre os antigos contratos de pedágio ao período em que Ratinho Junior ocupou o cargo de secretário no governo Beto Richa.

Críticas aos contratos de pedágio

Outro momento destacado por Marchese foi quando Sandro Alex criticou os antigos contratos de pedágio e afirmou que, durante 20 anos, os paranaenses não teriam recebido as obras prometidas.
“Vinte anos foi a mesma mentira, não entregaram nem um quilômetro de obra para os paranaenses. Nós vamos entregar a 277 inteiramente duplicada, de Foz do Iguaçu a Paranaguá”, afirmou Sandro Alex durante o debate.

Marchese respondeu que a referência aos 20 anos envolve justamente o período dos antigos contratos de pedágio, que atravessaram diferentes governos estaduais, incluindo a gestão de Beto Richa, quando Ratinho Junior ocupava uma secretaria.
“Esses 20 anos ele está se referindo aos contratos antigos de pedágio, que incluíram em boa parte o governo do Beto Richa, do qual, volto a dizer, o Ratinho Junior foi secretário”, afirmou.

Marchese também voltou a ironizar a declaração de Sandro de que não permitiria a paralisação das obras.
“Você não vai mesmo permitir que elas parem, porque é um contrato federal. Você nem poderia fazer o contrato”, disse.

Crítica ao discurso eleitoral

Ao longo do vídeo em sua rede social, Homero Marchese sustentou que Sandro Alex estaria tentando apresentar como realizações do Governo do Paraná obras que, na visão dele, decorrem de contratos de concessão firmados com o governo federal e executados pelas empresas concessionárias.

Marchese também ironizou a postura do adversário ao afirmar que, se a lógica fosse atribuir ao governo estadual todas as obras previstas nos contratos de pedágio, Sandro poderia assumir também a autoria das próprias tarifas cobradas dos usuários.
“Assuma também o ONU. Diga que você é o pai do pedágio e que todas as tarifas foram fixadas por você. Assim fica mais justo”, afirmou, em tom de ironia.

No encerramento, Marchese retomou uma expressão usada pelo próprio Sandro Alex durante o debate e a utilizou para rebater as declarações do candidato do PSD.
“Para resumir toda essa história, eu vou usar uma frase que o próprio Sandro Alex usou: candidato, o senhor é realmente um ventilador de mentiras. Não é verdade o que o senhor está falando”, declarou.

A troca de acusações ocorre durante a campanha eleitoral para o Governo do Paraná e coloca no centro do debate a origem dos recursos, os contratos de concessão e a responsabilidade pela execução das principais obras de infraestrutura rodoviária do Estado.

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