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Homem é morto dentro de casa por policial civil em Toledo; caso é investigado

Homem de 60 anos foi morto dentro de casa; autor do crime tirou a própria vida minutos depois

Por Eliane Alexandrino

Homem é morto dentro de casa por policial civil em Toledo; caso é investigado Créditos: Divulgação

A Polícia Civil investiga a motivação de um homicídio seguido de suicídio registrado no início da noite de terça-feira (31), no Jardim La Salle, em Toledo. A vítima foi identificada como Marcos Rogério Francescon, de 60 anos.

De acordo com a polícia, o autor do crime é o policial civil Jackson Dal Pra, que estava lotado na delegacia de Assis Chateaubriand. Após efetuar disparos contra a vítima dentro da residência, ele deixou o local e, na sequência, tirou a própria vida com a arma de serviço.

Em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (1º), o delegado Alexandre Macorin afirmou que a dinâmica do caso já foi esclarecida. “Não existe mais dúvida de como aconteceu. Ele cometeu o homicídio e, na sequência, tirou a própria vida”, disse.

As investigações apontam que o policial chegou à residência, estacionou o veículo e entrou no imóvel, onde efetuou os disparos contra a vítima. Em seguida, deixou o local. A movimentação foi confirmada por imagens e relatos, incluindo o depoimento da esposa de Marcos.

Após o crime, equipes policiais receberam informações de que um veículo com características semelhantes havia sido visto nas proximidades do Lago Municipal. Como o policial possuía um carro compatível, as buscas foram iniciadas.

Os agentes foram até a residência do suspeito, onde encontraram o veículo estacionado. Sem resposta, a equipe arrombou a porta e localizou o policial já sem vida, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo.

Segundo o delegado, o intervalo entre o homicídio e o suicídio foi inferior a dez minutos. Não há registro de discussão prévia ou testemunhas diretas do momento do crime.

Até o momento, a Polícia Civil não identificou ligação entre o autor e a vítima. “A motivação ainda é desconhecida. Existem várias hipóteses, mas nenhuma foi confirmada”, afirmou Macorin.

Ainda conforme a investigação, o policial apresentava comportamento considerado tranquilo no cotidiano, mas possuía histórico de um episódio de violência e fazia acompanhamento médico. Ele também relatava dificuldades para dormir e utilizava medicação.

Pouco antes do crime, o policial enviou mensagens e áudios ao delegado responsável em Assis Chateaubriand, informando que não estava bem. O conteúdo foi repassado à equipe de Toledo, que chegou a ser acionada para localizá-lo e recolher a arma, mas não houve tempo hábil para evitar o desfecho.

A Polícia Civil segue com a análise do celular do autor, além de ouvir familiares e pessoas próximas, na tentativa de esclarecer a motivação do caso. “Quando tivermos certeza sobre o que levou a esse crime, vamos divulgar”, concluiu o delegado.

Violência envolvendo policial já havia sido registrada na região

Um episódio semelhante já havia sido registrado na região Oeste do Paraná em julho de 2022, quando um policial militar matou oito pessoas nas cidades de Toledo e Céu Azul. Entre as vítimas estavam seis familiares do próprio autor, incluindo a esposa, três filhos com idades entre 4 e 12 anos, a mãe e um irmão.

Além dos familiares, dois jovens que não tinham relação com o policial também foram mortos. Após os crimes, o autor tirou a própria vida.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu em sequência, com deslocamentos entre as duas cidades. A investigação apontou que os assassinatos começaram em Toledo, seguiram para Céu Azul e terminaram novamente em Toledo.

O caso teve grande repercussão na época pela violência e pelo número de vítimas, além de levantar discussões sobre saúde mental e acompanhamento de agentes de segurança pública.

Foto: Divulgação

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