Com brilho de Salah, Egito bate Nova Zelândia e assume liderança do Grupo G
Seleção africana sai atrás no placar, busca o 3 a 1 no segundo tempo com assistências de Mohamed Salah e assume a liderança isolada do Grupo G em Vancouver
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O Egito conquistou neste domingo (21) uma vitória histórica na Copa do Mundo de 2026. Em Vancouver, no Canadá, a seleção africana saiu atrás no placar, mas reagiu no segundo tempo e venceu a Nova Zelândia por 3 a 1, pela segunda rodada do Grupo G.
O resultado garantiu o primeiro triunfo egípcio em uma Copa do Mundo. Nas participações anteriores, em 1934, 1990 e 2018, os africanos não haviam conseguido vencer nenhuma partida.
Com os três pontos, o Egito chegou a quatro e assumiu a liderança isolada da chave. Irã e Bélgica aparecem logo atrás, com dois pontos cada, após empatarem sem gols mais cedo. A Nova Zelândia permanece na última colocação, com um ponto.
A definição dos classificados para os 16 avos de final ficará para a última rodada. O Egito enfrenta o Irã, enquanto a Nova Zelândia encara a Bélgica. Os dois jogos serão disputados na sexta-feira (26).
Nova Zelândia sai na frente
A equipe da Oceania começou melhor e abriu o placar aos 14 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio de Tim Payne pela esquerda, o zagueiro Surman subiu mais alto que a defesa egípcia e cabeceou para o fundo das redes.
O gol coroou um início mais agressivo dos neozelandeses, que já haviam assustado minutos antes em uma jogada construída por Stamenic e finalizada por Just, exigindo boa defesa de Shobeir.
Atrás no marcador, o Egito passou a controlar mais a posse de bola e tentou acelerar as ações pelos lados do campo. Mohamed Salah participou ativamente da construção das jogadas, mas encontrou forte marcação durante toda a primeira etapa.
A melhor oportunidade egípcia surgiu aos 26 minutos. Ashour avançou pela esquerda e encontrou Marmoush dentro da área. O atacante finalizou, mas o goleiro Crocombe evitou o empate.
Nos acréscimos, os africanos desperdiçaram outra boa chance. Após troca de passes na entrada da área, Salah cruzou na medida para Ashour, que concluiu para fora.
Virada construída no segundo tempo
A etapa final começou com pressão do Egito. Logo nos primeiros minutos, Salah levou perigo em finalização defendida por Crocombe. Do outro lado, a Nova Zelândia quase ampliou em cabeçada de McCowatt, mas Shobeir salvou os egípcios.
A insistência africana foi recompensada aos 13 minutos. Hany avançou pela direita e cruzou para Zico, que apareceu livre na área para cabecear e deixar tudo igual.
O atacante voltou a ser decisivo pouco depois. Aos 21 minutos, recebeu passe de Salah dentro da área e finalizou para marcar o segundo gol egípcio, completando a virada.
Sentindo o impacto do resultado, a Nova Zelândia perdeu intensidade, e o Egito aproveitou para ampliar. Aos 36 minutos, Salah cobrou escanteio na primeira trave e Trezeguet mergulhou para cabecear e marcar o terceiro gol da partida.
Nos minutos finais, os dois goleiros ainda realizaram intervenções importantes, mas o placar permaneceu inalterado até o apito final.
Protocolo de concussão gera substituição extra
A partida também registrou a utilização do protocolo de concussão adotado pela Fifa. Já nos acréscimos, o Egito realizou uma sexta substituição após uma avaliação médica envolvendo o jogador Hossan.
Mesmo liberado para retornar ao gramado, a comissão técnica preferiu preservar o atleta e promover a troca, conforme permite o regulamento em casos de suspeita de trauma na cabeça.
Com a vitória, o Egito depende apenas de si para confirmar a classificação à próxima fase e chega embalado para o confronto decisivo diante do Irã.
