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Desfalcado, Brasil encara a Escócia na última rodada do Grupo C nesta quarta

Seleção Brasileira precisa vencer para consolidar a liderança do Grupo C

Por Luciano Neves

Desfalcado, Brasil encara a Escócia na última rodada do Grupo C nesta quarta Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

A trajetória da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo tem sido marcada por turbulências de pequena, média e grande intensidades. O técnico Carlo Ancelotti não conseguiu colocar em campo o time que ele considerava ideal em função dos desfalques. As críticas vieram em grande quantidade após o empate com o Marrocos na estreia no Mundial.

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Porém, o clima ficou ligeiramente tranquilo após a vitória sobre o Haiti por 3 a 0. Mas a turbulência retornou com a lesão de Raphinha, que tirou o atacante brasileiro do confronto contra a Escócia nesta quarta-feira (24), às 19 horas (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. Ou seja, Carlo Ancelotti terá que alterar o time titular no confronto decisivo pela última rodada do Grupo C.

A vitória deixou o Brasil na liderança da chave com quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos. Mas a Seleção Brasileira tem saldo positivo de três. E uma vitória sobre a Escócia deve confirmar a liderança. A menos que o Marrocos consiga uma grande goleada sobre o eliminado Haiti, no mesmo horário. O detalhe é que a Escócia superou o Haiti no primeiro jogo e precisa pontuar para avançar ao mata-mata.

Se conseguir a vitória sobre o Brasil se classifica. E se empatar o confronto chega aos quatro pontos e deve garantir a presença na segunda fase como uma das melhores terceiras colocadas. A derrota para o Brasil deixa a classificação em xeque. 

Mudança no ataque

Com a ausência de Raphinha, o técnico Carlo Ancelotti terá que encontrar uma solução para recompor o lado direito do ataque. Entre as alternativas, quatro nomes aparecem como as principais opções: Rayan, Luiz Henrique, Endrick e Gabriel Martinelli. Luiz Henrique desponta como um dos mais cotados para assumir a vaga. O atacante vinha sendo utilizado com frequência no setor e foi titular no amistoso contra o Panamá, o penúltimo antes do Mundial. Presença constante nas convocações, ele costuma corresponder quando acionado, embora tenha recebido poucos minutos na Copa até aqui. Atuou por 28 minutos na estreia, contra o Marrocos, e não saiu do banco diante do Haiti.

Quem ganhou oportunidade imediata após a lesão de Raphinha foi Rayan. O jovem de 19 anos, que atua pelo Bournemouth, entrou durante a vitória sobre o Haiti e permaneceu em campo por 50 minutos. Em ascensão na reta final do ciclo, o atacante tem agradado nos treinamentos e chamou a atenção de Ancelotti.

Outra possibilidade é Endrick. Apesar de atuar com mais frequência centralizado, o jogador também pode ser utilizado pelo lado direito - função que exerceu recentemente pelo Lyon. O atacante, que pede passagem entre os titulares, já soma quatro gols com a camisa da Seleção e conta com o apelo popular. Por fim, Martinelli aparece como a alternativa menos provável. O jogador do Arsenal até entrou no segundo tempo contra o Haiti, mas viveu uma temporada discreta no clube inglês e costuma atuar preferencialmente pela esquerda.

Neymar

Em contrapartida, Ancelotti está prestes a ganhar um reforço importante. O atacante Neymar, que vinha se recuperando de uma lesão na panturrilha direita, voltou a treinar com o grupo e, segundo o italiano, deve estar à disposição para o duelo contra a Escócia, nesta quarta-feira, pela terceira e última rodada da fase de grupos do Mundial.

Retrospecto

O Brasil tem ampla vantagem sobre a Escócia, com um histórico de 8 vitórias brasileiras e 2 empates em 10 confrontos. Este será o quinto confronto em Copas do Mundo, com três vitórias e um empate. O último duelo ocorreu na abertura da Copa de 1998, vitória brasileira por 2 a 1.

Créditos: Da redação Acesse nosso canal no WhatsApp