Criança de 3 anos morre após ser agredida; pai alegou que motivo foi a falta de um "bom dia"
Criança estava internada em estado gravíssimo desde domingo; investigação também apura maus-tratos contra outros quatro filhos e violência doméstica
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou, na madrugada desta quinta-feira (9), a morte de um menino de 3 anos que havia sido internado em estado gravíssimo após sofrer agressões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O pai da criança, um missionário norte-americano de 33 anos, confessou as agressões e permanece preso preventivamente.
Segundo a investigação, o homem afirmou em depoimento que agrediu o filho após a criança não lhe dar "bom dia". De acordo com a delegada responsável pelo caso, ele relatou ter desferido golpes contra o menino, provocando ferimentos graves.
A criança foi levada pelo próprio pai a um hospital de Viamão no último domingo (5). Em razão da gravidade do quadro, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde morreu na noite de quarta-feira (8).
Ao identificarem múltiplas lesões incompatíveis com a versão inicial apresentada, os profissionais de saúde acionaram a Polícia Militar. O suspeito foi preso em flagrante ainda no hospital e, na segunda-feira (6), a Justiça converteu a prisão em preventiva.
As investigações apontam que outros quatro filhos do casal também podem ter sido vítimas de violência. Conforme a Polícia Civil, há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros indicando possíveis agressões contra três crianças, de 5, 7 e 9 anos. A situação de um bebê de um ano segue sob apuração.
Por determinação do Conselho Tutelar, os quatro irmãos foram encaminhados para acolhimento institucional. A Polícia Civil também investiga possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do investigado e solicitou medida protetiva em favor da mulher.
A família, de origem norte-americana, vive no Brasil há cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão há aproximadamente seis meses.
Com a morte da criança, o caso deverá ter o enquadramento criminal reavaliado pela investigação, conforme o avanço das apurações e a conclusão dos laudos periciais.
