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CBF anuncia profissionalização da arbitragem brasileira a partir de 2026

Medida inédita cria grupo de elite com árbitros contratados, salários fixos, bônus por desempenho e investimento milionário em tecnologia, saúde e qualificação profissional

CBF anuncia profissionalização da arbitragem brasileira a partir de 2026 Créditos: CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, anunciou a profissionalização da arbitragem brasileira, medida que começa a ser implementada a partir de 2026 e que marca uma mudança estrutural no futebol nacional. Pela primeira vez, árbitros de campo, assistentes e profissionais do VAR da Série A passarão a ter contrato direto com a entidade, com remuneração fixa, pagamento por jogo e suporte permanente voltado à saúde e ao desempenho.

A iniciativa cria um grupo de elite formado por 72 profissionais — 20 árbitros centrais, 40 auxiliares e 12 árbitros exclusivos de VAR — que receberão salários mensais que podem chegar a R$ 30 mil, além de bonificações por desempenho. O investimento total previsto pela CBF é de R$ 195 milhões até 2027, sendo R$ 24 milhões destinados apenas aos árbitros centrais do grupo principal.

Além do vínculo contratual, os árbitros contarão com uma rede de apoio composta por preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, além de avaliações técnicas e físicas periódicas. Segundo Samir Xaud, o objetivo é permitir dedicação plena à função e elevar o nível das atuações. “A partir de agora, eles serão profissionais”, afirmou o dirigente.

O modelo foi desenvolvido a partir de experiências adotadas em ligas europeias e se apoia em quatro pilares: treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia e governança. Clubes e árbitros foram ouvidos durante o processo. Entre as principais queixas estavam a falta de critério nas decisões, o uso do VAR e a ausência de um padrão profissional único.

A CBF também prevê forte investimento em tecnologia, com cerca de R$ 50 milhões destinados ao VAR nos próximos dois anos e outros R$ 25 milhões para a implantação do impedimento semiautomático. A entidade estuda ainda a adoção da “Refcam”, câmera acoplada ao árbitro, já utilizada em competições internacionais.

Os contratos entram em vigor a partir de março, e os nomes do grupo de elite foram anunciados nesta semana. O sistema prevê promoções e rebaixamentos anuais, além de afastamentos temporários em caso de erro, com acompanhamento psicológico e retorno gradual às competições. A expectativa da CBF é que a profissionalização reduza falhas, aumente a transparência e fortaleça a credibilidade da arbitragem no futebol brasileiro.

 

*Com informações de O Globo.

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