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Eleições 2026: Brasil vai às urnas neste domingo para escolher presidente

Lula busca a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro disputa pela primeira vez a Presidência; votação acontece neste domingo (25) em todo o país

Gabriel Porta · · 4 min de leitura

O Brasil vai às urnas neste domingo (25) para decidir quem comandará o país pelos próximos quatro anos. De um lado está Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente que tenta a reeleição. Do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa pela primeira vez a Presidência da República e tenta levar novamente o sobrenome Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

A votação encerra uma campanha marcada pela forte polarização entre os dois grupos políticos e por uma disputa que chega ao dia da eleição sem um favorito definido pelas pesquisas. Os últimos levantamentos divulgados na véspera apontaram Flávio numericamente à frente, mas dentro da margem de erro.

No Datafolha, Flávio apareceu com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 4.050 eleitores entre sexta-feira (23) e sábado (24).

A Quaest também mostrou 51% para Flávio e 49% para Lula nos votos válidos. O levantamento ouviu 3.702 pessoas entre os dias 23 e 24 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Uma eleição que começou com vantagem de Flávio

O resultado do primeiro turno ajuda a explicar por que a disputa chega ao domingo em clima de equilíbrio. Em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%.

A diferença foi de 1,87 ponto percentual. Flávio recebeu cerca de 56,1 milhões de votos, enquanto Lula ficou próximo de 53,9 milhões.

Nenhum dos dois, porém, alcançou mais da metade dos votos válidos. A definição ficou para o segundo turno, quando os demais candidatos deixaram de estar na disputa e milhões de eleitores passaram a decidir entre apenas duas opções.

É justamente esse eleitorado que pode determinar o resultado neste domingo.

O que está em jogo para Lula

Para Lula, a eleição representa a tentativa de permanecer no Palácio do Planalto por mais quatro anos. Uma vitória significaria a continuidade do projeto político liderado pelo PT e a manutenção do atual grupo no comando do governo federal.

A campanha petista chega ao segundo turno tentando transformar a disputa em uma escolha entre a continuidade e o retorno do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Aos 81 anos, Lula tenta ser eleito presidente pela quarta vez, um feito inédito pelo voto popular direto.

O que está em jogo para Flávio

Para Flávio Bolsonaro, a votação pode representar a volta do bolsonarismo à Presidência da República depois da passagem de Jair Bolsonaro pelo cargo.

O senador pelo Rio de Janeiro disputa pela primeira vez uma eleição presidencial. Uma vitória colocaria pela segunda vez consecutiva um integrante da família Bolsonaro no comando do Executivo federal.

A campanha de Flávio também apresentou a eleição como uma oportunidade de mudança de governo e de enfrentamento ao projeto político do PT.

A margem que separa os dois

Apesar das diferenças políticas entre os candidatos, os números da reta final mostram uma eleição que pode ser decidida por uma parcela relativamente pequena do eleitorado.

Na Quaest, 46% dos entrevistados declararam voto em Flávio e 45% em Lula quando considerados os votos totais. Outros 8% disseram votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas, enquanto 1% permaneceu indeciso.

O levantamento também mostrou que a rejeição continua alta para os dois candidatos. Flávio aparece com 49% e Lula com 47%.

No Datafolha, 95% dos eleitores disseram estar decididos sobre o voto, enquanto 5% admitiram que ainda poderiam mudar de candidato.

Último dia de uma campanha marcada pela polarização

O segundo turno foi marcado por uma sucessão de confrontos políticos, debates, pesquisas e acusações entre as duas campanhas.

O debate realizado pela TV Globo na noite de sexta-feira (23) foi o último confronto direto entre Lula e Flávio antes da votação. A última rodada da Quaest foi realizada justamente entre os dias 23 e 24 de outubro, permitindo captar parte da reação dos eleitores aos acontecimentos da reta final.

Agora, a decisão deixa de estar nas pesquisas e passa para as urnas.

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