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Após ordem do TSE, Nikolas pede que seguidores compartilhem posts

Deputado reagiu à decisão que monitora alcance de suas publicações e disse que seu engajamento depende dos seguidores, não da Meta

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Nikolas Ferreira, deputado federal do PL (MG)
Nikolas Ferreira, deputado federal do PL (MG) — Crédito: Reprodução / Redes Sociais

O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu neste sábado (24) que seus seguidores ampliem o compartilhamento de suas publicações nas redes sociais. A reação ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar o monitoramento do alcance e da distribuição de conteúdos publicados por ele e pelo empresário Pablo Marçal.

Em um vídeo publicado nos stories do Instagram, Nikolas afirmou que os seguidores têm papel central na circulação de seus conteúdos.

“Eu peço para você não somente curtir, mas compartilhar, botar nos stories, porque, no fim das contas, quem dá o meu engajamento não é a Meta, são vocês”, afirmou.

Na sequência, o deputado acrescentou: “Podem querer limitar o que for, mas ninguém limita a rua”.

Nikolas disse ainda que não pretendia fazer muitas publicações neste sábado, último dia de campanha antes do segundo turno. Ele, porém, citou o ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro e pediu mobilização dos seguidores.

O que o TSE determinou

A decisão foi tomada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Meta e X terão de apresentar à Justiça Eleitoral, a cada seis horas, informações sobre o alcance e a distribuição das publicações de Nikolas e Pablo Marçal durante a véspera e o dia da votação.

Os relatórios deverão apresentar dados como número de visualizações, proporção de seguidores e não seguidores alcançados, origem da audiência e mecanismos utilizados pelas plataformas para recomendar os conteúdos.

A determinação também prevê que a Meta impeça, a partir da meia-noite deste sábado, a recomendação automática para não seguidores de publicações eleitorais de Nikolas e Marçal que mencionem candidatos, partidos ou a eleição no Instagram, Facebook e Threads. Os seguidores continuam podendo acessar os conteúdos.

A medida faz parte de uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, composta pelo PT. A coligação acusa Nikolas e Marçal de utilizar as redes sociais para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro por meio de desinformação e possível tratamento privilegiado na distribuição das publicações.

Multa de R$ 100 mil por publicação irregular

Cueva também proibiu Nikolas e Marçal de divulgar, até o encerramento da votação, conteúdos eleitorais sabidamente falsos, materiais fabricados ou manipulados e conteúdos produzidos com inteligência artificial em desacordo com as regras eleitorais.

Uma eventual publicação irregular poderá resultar em multa de R$ 100 mil, após verificação judicial. Já o descumprimento das determinações impostas às plataformas pode gerar multa de até R$ 500 mil por empresa e por infração comprovada.

O ministro rejeitou, porém, o pedido para retirar integralmente os perfis de Nikolas e Marçal dos mecanismos de recomendação. Também não determinou a restrição antecipada de um vídeo anunciado por Marçal para este sábado, por considerar que essas medidas poderiam atingir manifestações lícitas.

A decisão ainda será submetida à análise do plenário do TSE.

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