Damares diz que votos do PL mostram força de Bolsonaro mesmo preso
Senadora afirmou que votação de candidatos bolsonaristas foi uma resposta à prisão do ex-presidente e defendeu seu retorno às urnas
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que o desempenho de candidatos do PL nas eleições de domingo (4) mostra que Jair Bolsonaro mantém influência política mesmo preso e impedido de se manifestar publicamente.
Ex-ministra do governo Bolsonaro, Damares destacou as votações de nomes como Nikolas Ferreira (MG), Lucas Pavanato (SP) e Michelle Bolsonaro (DF). Na avaliação dela, o resultado representou uma reação de eleitores à situação do ex-presidente.
“Cada voto na urna por Bolsonaro foi um habeas corpus que o cidadão quis dar para ele. O cidadão fica assim: ‘Eu não posso libertar Bolsonaro, mas eu posso votar’”, afirmou Damares à revista Veja.
A senadora também defendeu a possibilidade de Bolsonaro voltar a disputar eleições. “O nosso sonho é Bolsonaro voltar para a urna”, disse.
PL amplia bancadas no Congresso
O PL terminou a eleição com as maiores bancadas previstas para a Câmara dos Deputados e o Senado a partir de fevereiro de 2027. A legenda terá 121 deputados e 28 senadores, segundo o resultado citado na reportagem.
Na disputa pela Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, uma diferença de 2,2 milhões de votos.
O resultado levou os dois candidatos ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Aliados defendem retorno de Bolsonaro
O resultado eleitoral também levou aliados do ex-presidente a falar sobre uma possível volta de Jair Bolsonaro à disputa eleitoral.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que, caso Flávio seja eleito presidente, poderá trabalhar pela libertação do pai. A declaração alimentou entre aliados a expectativa de uma eventual candidatura de Bolsonaro em 2030.
Damares também associou a votação do PL à reação de eleitores contra a condenação do ex-presidente e contra decisões do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
“Se a Suprema Corte prendeu Bolsonaro com medo de ele influenciar na eleição, percebeu que não adiantou prendê-lo”, afirmou a senadora. Segundo ela, o resultado das urnas mostrou que o ex-presidente continuou influenciando o cenário político.
Flávio também recebeu declarações de apoio de governadores e de candidatos que disputam o segundo turno em seus estados. Entre eles estão Lorenzo Pazolini (Republicanos-ES), Alan Rick (Republicanos-AC) e Douglas Ruas (PL), que deverá ser declarado governador eleito do Rio de Janeiro após a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos).
Matérias relacionadas
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.