🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Política

Campanha de Lula acusa Meta de interferir na eleição em favor de Flávio

PT afirma que falhas no Instagram e Facebook prejudicaram conteúdos do presidente e anuncia ações no TSE e na ANPD

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
Campanha de Lula denuncia Meta por interferência
Campanha de Lula denuncia Meta por interferência — Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a Meta, dona do Instagram e do Facebook, de interferir na eleição presidencial de 2026 em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A equipe petista anunciou neste sábado (10) que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentar uma denúncia à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a campanha identificou uma série de problemas nas plataformas. Entre eles estão restrições ao impulsionamento de publicações e oscilações no alcance de conteúdos favoráveis a Lula.

A declaração ocorreu no QG da campanha, no Lago Sul, em Brasília. Também participaram representantes do governo federal, entre eles o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, a chefe de gabinete da pasta, Samara Castro, e o secretário de Políticas Digitais, João Brant.

Campanha cita sequência de falhas

Valadares afirmou que a equipe encontrou dificuldades para localizar perfis de Lula e de outras lideranças de esquerda nas buscas do Instagram em dezembro de 2025. Na época, a Meta informou que o problema havia sido causado por uma falha técnica.

A campanha diz que situações semelhantes voltaram a ocorrer durante a atual disputa. No primeiro turno, a conta de anúncios de Lula teria sido desativada sem uma justificativa formal.

O PT também afirma que uma publicação do presidente teve uma interrupção nas visualizações em 8 de outubro. Além disso, o perfil de Lula teria ficado impossibilitado de impulsionar conteúdos do feed do Instagram entre 9 de outubro e a manhã deste sábado.

De acordo com Valadares, a Meta informou que o problema também atingiu outros anunciantes. A campanha, porém, afirma que a empresa não apresentou evidências de que outros candidatos à Presidência tenham enfrentado a mesma situação.

PT questiona diferença no engajamento

A campanha de Lula também relaciona as dificuldades ao desempenho dos candidatos nas redes sociais. Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página de Flávio Bolsonaro registrava, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo com 17,2% menos seguidores.

O partido atribui a diferença ao funcionamento do algoritmo da plataforma.

Ao mesmo tempo, Lula mudou a estratégia de comunicação no segundo turno. O presidente passou a publicar vídeos gravados com o celular, no formato selfie, em uma tentativa de se aproximar dos eleitores.

Neste sábado, ele brincou com a mudança ao dizer que estava se tornando o “rei das selfies”.

Segundo o PT, a Meta reconheceu uma falha nos episódios recentes e atribuiu o problema a questões técnicas. Até o momento, não há comprovação independente de que a plataforma tenha atuado deliberadamente para favorecer um dos candidatos.

O senador Camilo Santana (PT-CE), novo coordenador político da campanha, afirmou que os problemas precisam ser esclarecidos. Para ele, a atuação nas redes é importante para a estratégia eleitoral de Lula.

Campanha já levou outros casos ao TSE

A disputa entre as campanhas e as plataformas digitais também envolve outros episódios. Em setembro, a coligação Brasil Pronto pra Mais e o PT questionaram a restrição da conta de anúncios de Lula, que havia sido desativada no dia 23 daquele mês.

No segundo turno, a coligação também levou ao TSE questionamentos sobre a redução do alcance de publicações favoráveis ao presidente e sobre conteúdos considerados desinformativos.

Outro caso envolve um site que oferecia criptomoedas para estimular a divulgação de conteúdo favorável a Flávio Bolsonaro. Na sexta-feira (9), o TSE determinou a suspensão da plataforma. A campanha do senador afirmou que desconhecia os responsáveis pelo site.

O governo Lula também já havia criticado mudanças promovidas pela Meta nas regras de moderação de conteúdo. Em janeiro de 2025, Sidônio Palmeira afirmou que medidas da empresa afetavam a soberania nacional.

A atuação das grandes plataformas digitais ganhou espaço no debate eleitoral de 2026, com as campanhas questionando o alcance de conteúdos, o funcionamento dos algoritmos e as regras para publicidade política.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.