Câmara de Cascavel aceita denúncia contra Sadi Kisiel e Cleverson Sibulski
Representação contra vereadores e assessores será encaminhada à Comissão de Ética após ser aceita pela Mesa Diretora da Câmara
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cascavel aceitou, após análise de admissibilidade, a representação apresentada pelo advogado Moacir Vosniak contra os vereadores Sadi Kisiel e Cleverson Sibulski e dois assessores de gabinete. O documento será encaminhado agora para a Comissão de Ética da Casa.
A representação foi protocolada na última terça-feira (13) e questiona a atuação dos dois vereadores e dos assessores durante o período eleitoral. A denúncia aponta suspeitas de que os comissionados teriam trabalhado na campanha de um candidato a deputado estadual enquanto continuavam recebendo salários da Câmara.
No pedido, Vosniak também solicitou a abertura de processos administrativos disciplinares contra os servidores envolvidos e a cassação dos mandatos dos dois vereadores.
Suspeita envolve atuação de assessores
Entre os pontos apresentados na representação está o caso de um dos assessores, que, segundo a documentação entregue pelo advogado, teria trabalhado durante 33 dias na campanha eleitoral. No mesmo período, o servidor teria apresentado um atestado médico à Câmara.
O outro assessor também é citado por suposta atuação na campanha durante um período considerado significativo.
A denúncia afirma que os servidores teriam realizado atividades eleitorais sem solicitar férias e, simultaneamente, continuado a receber a remuneração do Legislativo.
Segundo Vosniak, os documentos reunidos incluem registros da própria Câmara e informações da prestação de contas da campanha disponíveis no sistema DivulgaCand.
A representação sustenta ainda que os vereadores poderiam ter falhado na fiscalização da atuação dos próprios assessores.
Com a aceitação pela Mesa Diretora, o caso segue agora para análise da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cascavel.
As alegações apresentadas na representação ainda serão analisadas pelos órgãos competentes. A aceitação do documento não significa que as irregularidades estejam comprovadas nem representa uma decisão sobre a responsabilidade dos vereadores ou servidores citados.
Matérias relacionadas
Licitação de R$ 23,1 milhões para construção de Policlínica em Ponta Grossa é frustrada
Câmara de Maringá aprova multa de até R$ 50 mil por uso de cerol e linha chilena
Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões e chama acusações de “fantasiosas”
Vereadores denunciam falta de médicos e problemas estruturais na rede municipal de saúde de Maringá
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.