Bia Kicis defende impeachment de Moraes e diz que ele deve ser o primeiro do STF
Senadora eleita pelo PL também defendeu mandato para ministros do STF e disse que o partido deve reivindicar as presidências da Câmara e do Senado
A deputada federal e senadora eleita Bia Kicis (PL) defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como forma de pressionar os demais integrantes da Corte a seguirem, segundo ela, os limites previstos na Constituição.
Em entrevista à Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (16), Bia afirmou que Moraes deveria ser o primeiro ministro da Suprema Corte alvo de um processo de impeachment.
“Acho que precisamos fazer um [impeachment] e ver o que acontece. Tem que pensar no impeachment do Alexandre de Moraes, sem desprezar que outros poderão vir, mas esse é o primeiro”, declarou.
Para a senadora eleita, um eventual impeachment faria com que os demais ministros “se enquadrassem dentro do desenho constitucional”. Ela também disse que o novo Congresso não deveria aceitar um acordo para que um ministro deixasse o cargo antes de uma votação sobre o impeachment.
Mudanças para ministros do STF
Bia Kicis também defendeu mudanças nas regras para os magistrados indicados ao Supremo. Entre as propostas citadas estão o aumento da idade mínima para ingresso na Corte, a criação de mandatos e uma regra de transição para os atuais ministros.
Segundo ela, essas mudanças poderiam levar à saída de integrantes do STF por outros mecanismos, além do impeachment.
Questionada sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar outro ministro para o Supremo antes do fim de seu terceiro mandato, Bia afirmou que considera o cenário possível. Ela, porém, disse esperar que o Senado não aprove a indicação.
“Não faz sentido um presidente que está saindo deixar mais um filhote seu” no mais alto cargo da Justiça brasileira, afirmou.
PL quer presidência da Câmara e do Senado
Na entrevista, Bia também falou sobre a composição do Congresso eleito e defendeu que o PL reivindique a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado a partir de 2027.
Para a parlamentar, a força do partido entre os deputados e senadores eleitos dá legitimidade para que a legenda busque o comando das duas Casas.
“O PL está chegando com muita força no Congresso. Acredito que tenha legitimidade, mais do que qualquer partido, de reivindicar a presidência das Casas. Das duas, de preferência”, disse.
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