🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Pref corbelia alto
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Economia

Luciano Hang critica fim da escala 6x1, promulgado pelo Congresso, e diz que Brasil escolhe o retrocesso

Dono da Havan afirma que excesso de regras trabalhistas prejudica a produtividade; Emenda Constitucional nº 141 foi promulgada nesta sexta-feira (16) e prevê duas folgas semanais e redução gradual da jornada, sem corte salarial

Repórter Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Luciano Hang critica fim da escala 6x1, promulgado pelo Congresso, e diz que Brasil escolhe o retrocesso
— Crédito: Divulgação

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, voltou a criticar o fim da escala de trabalho 6x1 e afirmou que o Brasil está escolhendo o caminho do retrocesso. A manifestação foi publicada em um artigo no LinkedIn, no qual ele compara as relações de trabalho brasileiras às dos Estados Unidos e atribui a perda de competitividade do país ao excesso de regulamentações trabalhistas.

A crítica ocorre em um momento decisivo para as relações de trabalho no Brasil. Nesta sexta-feira (16), o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional nº 141, de 2026, que extingue a escala 6x1 e estabelece a adoção gradual do modelo 5x2, com dois dias de descanso remunerado por semana. A mudança foi aprovada pelo Senado em dois turnos, por 75 votos favoráveis e um contrário, após passar pela Câmara dos Deputados.

Pelas novas regras, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas após dois meses da promulgação. Depois de mais 12 meses, o limite cairá para 40 horas semanais. A emenda proíbe a redução salarial em decorrência da mudança e prevê jornada diária máxima de oito horas. A aplicação seguirá as regras constitucionais e as possibilidades de negociação coletiva para distribuição das folgas.

Hang compara Brasil aos Estados Unidos

No artigo, Luciano Hang sustenta que os Estados Unidos avançaram economicamente por adotarem relações de trabalho mais flexíveis. Para o empresário, a possibilidade de trabalhar mais horas e organizar a própria rotina contribui para ampliar a produtividade e os ganhos dos trabalhadores.

“Quem trabalha mais, produz mais e também ganha mais”, escreveu o dono da Havan, rede que reúne quase 200 lojas no país.

Hang afirma que o trabalhador brasileiro é prejudicado por encargos, limitações e regras que, na avaliação dele, dificultam o crescimento econômico. O empresário também argumenta que o país segue na direção contrária à de economias que priorizaram o desenvolvimento e o aumento da produtividade.

Ao comparar as trajetórias econômicas do Brasil e dos Estados Unidos, ele afirma que a diferença entre os dois países aumentou ao longo das décadas. Também cita Singapura como exemplo para defender a ideia de que o crescimento econômico deve preceder a ampliação de políticas voltadas à qualidade de vida.

A posição de Hang contrasta com a dos defensores do fim da escala 6x1, que argumentam que a redução da jornada pode melhorar a saúde, o convívio familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores, além de reduzir o desgaste físico e mental.

O que muda com o fim da escala 6x1

A promulgação da Emenda Constitucional nº 141 encerra a etapa legislativa da proposta e estabelece uma transição para a nova jornada. O modelo 5x2 prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado por semana, com preferência para que uma das folgas coincida com o domingo.

A mudança não significa que todos os trabalhadores terão necessariamente os mesmos dias de folga. A organização das escalas continuará considerando as características das atividades e as regras aplicáveis a cada categoria, respeitados os limites constitucionais e os mecanismos de negociação coletiva.

A redução será gradual: primeiro, a jornada máxima passará de 44 para 42 horas semanais; posteriormente, chegará a 40 horas. A remuneração não poderá ser reduzida em razão da nova carga horária.

A medida representa uma mudança nas regras gerais da jornada de trabalho e mantém em debate os possíveis efeitos sobre os custos das empresas, a produtividade, a geração de empregos e o poder de compra dos trabalhadores.

Com a promulgação nesta sexta-feira, o fim da escala 6x1 deixa de ser apenas uma proposta em discussão no Congresso e passa a integrar a Constituição, com implementação prevista em etapas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.