Asfalto na mira

09/07/2026 17:01

A Operação Chão de Giz começa a revelar a dimensão do suposto esquema de corrupção investigado pelo Ministério Público do Paraná. Segundo informações divulgadas pelo MP ao G1, apenas em Mauá da Serra o prejuízo aos cofres públicos ultrapassaria R$ 500 mil, valor atribuído a fraudes em licitações e contratos de pavimentação. As investigações apontam que empresas favorecidas em processos licitatórios pagariam propinas de até 10% sobre contratos de asfalto, em um esquema que teria envolvido agentes públicos e empresários de diferentes municípios. A ofensiva do Gaeco, que cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de prefeitos, indica que o suposto esquema pode ter alcance regional, e não se restringir a um único município. O avanço das apurações tende a aumentar a pressão sobre as administrações envolvidas. Além da responsabilização criminal dos investigados, o caso pode gerar desdobramentos nas esferas cível e administrativa, com cobrança de ressarcimento ao erário, eventual anulação de contratos e novas fases da operação à medida que o Ministério Público aprofunda a análise da movimentação financeira e dos processos licitatórios.