O plano que resiste
24/06/2026 09:59
Nos bastidores, emedebistas avaliam que ambos ainda possuem ativos importantes. Greca mantém elevada lembrança eleitoral, especialmente em Curitiba, e carrega a imagem de gestor associada aos seus mandatos na capital. Já Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, tem ampliado sua presença no interior e consolidado uma ampla rede de apoio entre prefeitos e lideranças municipais.
O problema é que a política raramente se move apenas por vontade partidária. A construção dessa chapa depende de uma série de fatores externos, principalmente das decisões de Ratinho Junior, que segue como o grande fiador do processo sucessório no Paraná. Qualquer movimento do governador em direção a outro nome pode dificultar ou até inviabilizar o projeto emedebista.
Ainda assim, o simples fato de a tese Greca-Curi continuar circulando revela algo importante: o MDB não desistiu de protagonizar a eleição de 2026 e tenta manter aberta uma porta que muitos já consideravam fechada.
No fim das contas, a insistência do partido também é uma mensagem política. Em um cenário de tantas incertezas, o MDB parece dizer que, enquanto houver tempo no relógio eleitoral, nenhuma chapa está definitivamente fora do jogo. Afinal, na política paranaense, candidaturas muitas vezes morrem várias vezes antes de, inesperadamente, voltarem à vida.