Racha definitivo

18/06/2026 17:07

O rompimento entre o grupo do governador Ratinho Junior e o senador Sergio Moro acaba de ganhar um novo capítulo — desta vez nos tribunais. O PSD estadual e o próprio governador ingressaram na Justiça Eleitoral contra Moro e o PL, alegando uso indevido da imagem do chefe do Executivo durante o evento de lançamento da pré-candidatura do senador ao Governo do Paraná. A representação protocolada no TRE-PR questiona a exibição de imagens de Ratinho Junior em um telão durante o evento realizado em Curitiba, no dia 29 de maio. Segundo a ação, a estratégia teria criado a impressão de que o governador estaria alinhado politicamente ao projeto eleitoral de Moro, algo que o PSD afirma não existir. O movimento chama atenção porque transforma em disputa judicial aquilo que já era percebido nos bastidores: a guerra pela sucessão de Ratinho Junior em 2026. Se antes a divergência aparecia em discursos e articulações de bastidor, agora ganha contornos formais e jurídicos. Na ação, os advogados sustentam que a exibição da imagem do governador teria o objetivo de associá-lo à candidatura de Moro, transmitindo ao eleitorado uma mensagem de apoio ou proximidade política. O PSD rebate essa narrativa e afirma que Ratinho nunca declarou apoio ao senador ou ao PL, destacando que o projeto sucessório do governador está sendo construído dentro da própria legenda. O episódio revela também uma preocupação estratégica do Palácio Iguaçu. A popularidade de Ratinho Junior segue sendo um dos ativos políticos mais valiosos da sucessão estadual, e qualquer tentativa de vincular sua imagem a candidaturas externas pode alterar a percepção do eleitorado. Nos bastidores, a representação é interpretada como mais uma demonstração de que a convivência entre os grupos chegou ao limite. O que já foi uma relação marcada por aproximações pontuais agora se converte em disputa aberta por espaço político, narrativa e herança eleitoral. Se alguém ainda alimentava expectativas de uma composição entre Ratinho Junior e Sergio Moro para 2026, a ação protocolada no TRE-PR parece ter enviado um recado cristalino: a campanha nem começou oficialmente, mas a batalha pela sucessão do Paraná já está em curso.