Fogo amigo
01/06/2026 15:37
Antes mesmo de a comissão processante ser sorteada, a defesa de Lórens Nogueira resolveu abrir outra frente de batalha: a Corregedoria da Câmara.
Durante a sustentação oral, o advogado Jefferson Costa Vilela Pereira dedicou boa parte de sua argumentação a questionar a imparcialidade do corregedor Sidnei Toaldo, responsável pelo parecer que recomendou o prosseguimento da denúncia. A defesa sustentou que Toaldo não teria condições de conduzir o caso porque também enfrenta questionamentos envolvendo o próprio mandato, o que comprometeria sua isenção.
A estratégia, porém, não encontrou eco no plenário. O pedido foi ignorado e a abertura da comissão processante acabou aprovada por um placar quase unânime: 35 votos a 1.
Nos corredores, o episódio foi interpretado como um recado político. Sem conseguir desmontar a denúncia antes da votação, a defesa optou por mirar quem conduziu o processo dentro da Câmara. O problema é que o tiro não alterou o resultado.
No fim da sessão, Lórens ganhou uma comissão processante. E Sidnei Toaldo, um papel ainda mais central na crise.