Nem crise alheia salva candidatura

23/05/2026 11:11

A primeira pesquisa após o barulho do caso “Dark Horse” mostrou que desgaste de adversário nem sempre vira oportunidade. Flávio Bolsonaro perde fôlego, mas Ronaldo Caiado não cresce. Fica parado, olhando a disputa andar sem ele. No cenário estimulado, aparece com 4%, empatado tecnicamente com nomes bem menos estruturados. No espontâneo, a situação é ainda mais dura. Caiado soma 1%, enquanto Lula lidera com 28% e Flávio mantém 17% mesmo sob pressão. Traduzindo, não é rejeição que trava. É falta de lembrança. O dado mais incômodo está fora da margem de erro. Mais da metade do eleitorado diz simplesmente não conhecer o ex-governador de Goiás. Em política nacional, invisibilidade pesa mais do que crítica. Aliados tentam vender o copo meio cheio, com rejeição baixa e “espaço para crescer”. Mas eleição não espera. E, quando o eleitor não reconhece o nome, o problema não é de discurso. É de existência.