Cristina virou problema interno
22/05/2026 16:20
Cristina Graeml entrou no PSD como ativo eleitoral e, como registrou Esmael Moraes, rapidamente passou a ser tratada nos bastidores como passivo político. A leitura dentro do grupo de Ratinho Junior deixou de ser estratégica e passou a ser defensiva.
A filiação, vendida como ponte com a direita curitibana, começou a produzir ruído na base governista, segundo apuração de Esmael Moraes junto a deputados e prefeitos. O incômodo tem nome e memória eleitoral: Eduardo Pimentel, adversário direto de Cristina no segundo turno de 2024, não engoliu o movimento. E não está sozinho.
Nos bastidores, como relata Esmael, o constrangimento já aparece em agendas públicas. A presença de Cristina em eventos do grupo tensiona o ambiente no principal colégio eleitoral do Paraná, um detalhe que, em política, nunca é detalhe.
Enquanto isso, Rafael Greca observa. Também citado na análise de Esmael Moraes, ele surge como peça possível na composição com Sandro Alex, mas prefere esperar números antes de qualquer movimento.
No Palácio Iguaçu, ainda segundo a leitura captada por Esmael, o raciocínio é pragmático: se Cristina perdeu tração para o Senado, pode ser reposicionada para a Câmara. Ajuste de rota clássico.
O problema é político e simbólico. Ratinho puxou Cristina para dentro e agora, como sintetiza a própria base na apuração de Esmael Moraes, precisa explicar por que a antiga adversária virou peça do palanque.