Menção Honrosa

11/05/2026 17:04

O deputado Ricardo Arruda transformou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira (11), em um palanque de ataque direto ao Supremo Tribunal Federal e ainda reclamou de ter recebido advertência no Conselho de Ética por declarações anteriores contra ministros da Corte. Mas o momento que mais chamou atenção veio quando o parlamentar afirmou que, em vez de puni-lo, o Conselho deveria homenageá-lo. “O senhor devia dar uma menção honrosa porque tive coragem de enfrentar a Suprema Corte”, disparou ao se dirigir ao deputado Leônidas Dias, relator da advertência aplicada contra ele. Arruda afirmou que o Conselho de Ética teria cometido um erro ao adverti-lo por falas direcionadas à ministra Cármen Lúcia e ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a punição representaria uma afronta à imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal. O deputado voltou a chamar Moraes de “ditador de toga”, atacou decisões do STF relacionadas aos atos de 8 de janeiro e afirmou que o Congresso Nacional estaria “acovardado” diante da Suprema Corte. A fala ocorreu em meio ao debate sobre a chamada lei da dosimetria e ganhou ainda mais repercussão porque Arruda usou o próprio processo no Conselho de Ética como argumento político para reforçar seu discurso contra o Judiciário. Nos bastidores da Alep, deputados avaliam que o parlamentar tenta consolidar um discurso cada vez mais alinhado ao eleitorado bolsonarista mais radical, especialmente em um momento de reorganização política da direita paranaense para 2026. Enquanto isso, o Conselho de Ética da Casa acabou virando, involuntariamente, peça de campanha.