Renato fala
07/05/2026 16:16
O deputado estadual Renato Freitas reagiu nas redes sociais ao parecer do relator Márcio Pacheco, que pediu sua cassação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná. Em publicação feita após a sessão desta quarta-feira, Renato afirmou que a decisão foi baseada em “vídeo editado” e chamou o voto de Pacheco de “oportunismo eleitoreiro e vingança rasteira”.
No texto, o parlamentar sustenta que o manobrista Wesley de Souza Silva teria provocado o conflito e afirma que os vídeos completos do episódio “nunca foram apresentados”. Renato também diz que estava acompanhado da companheira grávida após uma consulta de ecografia quando ocorreu a confusão em Curitiba.
“Eu estava com a mãe da minha filha grávida, acabara de sair do exame de ecografia, e tive que passar por essa situação, que me fez perder o controle e brigar no meio da rua”, escreveu.
O deputado também elevou o tom político da resposta ao associar o processo ao advogado Jeffrey Chiquini, figura conhecida nos bastidores da direita paranaense e frequentemente ligada a embates envolvendo parlamentares de esquerda.
“Hoje sei que tudo foi armado pelo grupo político do advogado bolsonarista Jeffrey Chiquini”, afirmou.
Renato ainda comparou seu caso a outros episódios envolvendo a Assembleia Legislativa e afirmou causar “espanto” o fato de, segundo ele, a Casa ter convivido historicamente com “esquemas bilionários”, sem cassações equivalentes.
A postagem também transforma o processo em discurso político de perseguição ideológica. Renato cita episódios anteriores de sua trajetória, como protestos em supermercado, manifestações de professores e denúncias contra o ex-presidente da Alep Ademar Traiano e o governador Ratinho Junior.
“Eles não vencerão, pois a lei e, sobretudo, a ética, estão do nosso lado”, escreveu.
A manifestação veio poucas horas depois de Márcio Pacheco concluir um parecer de mais de duas horas em que sustentou que Renato Freitas praticou quebra de decoro parlamentar ao se envolver em duas sequências de agressões físicas contra o manobrista no Centro de Curitiba. O relator afirmou que a conduta causou “dano institucional concreto” à imagem da Assembleia Legislativa e votou pela perda do mandato.
O caso ainda não foi votado pelo Conselho de Ética. O deputado Antenor pediu vistas do processo, adiando a análise para segunda-feira.