A conta chegou
07/05/2026 16:06
A decisão do STF que manteve a nulidade da caducidade do transporte coletivo em Foz do Iguaçu abriu uma temporada de caça aos responsáveis pelo colapso do sistema. E, na Câmara, o alvo já ganhou nome e sobrenome: Chico Brasileiro.
Os vereadores Valentina Rocha e Ranieri Marchioro puxaram o fio de um problema que mistura derrota judicial, insegurança contratual e um transporte que há anos coleciona reclamações de usuários. A tese é simples: ao decretar a caducidade da antiga concessão em 2022, a gestão apostou alto demais e perdeu no tapetão.
Agora, com o STF mantendo o entendimento contrário ao município, sobra para a cidade administrar o prejuízo político, jurídico e operacional. Em português claro: Foz entrou numa guerra contra o Consórcio Sorriso, não venceu e ainda ficou com o sistema sangrando no meio do caminho.
Nos bastidores, o caso virou munição perfeita para reabrir o debate sobre decisões tomadas no calor político e sem lastro suficiente para sobreviver nos tribunais. Porque discurso aguenta muito. Sentença do Supremo, nem tanto.