Sinal vermelho aceso
24/04/2026 16:15
A discussão sobre a possível privatização da Celepar deixou de ser um debate local para ganhar contornos nacionais — e não por acaso. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados entrou no radar do tema ao apontar o risco de transferência de controle sobre dados policiais e penitenciários para o setor privado.
Não se trata de planilhas burocráticas ou cadastros inofensivos. Estamos falando de informações sensíveis, diretamente ligadas à segurança pública, a investigações em andamento e à própria estrutura do Estado. É o tipo de dado que não admite improviso nem margem para experimentação.
O alerta não nasce agora. Vinha sendo feito por técnicos, servidores e especialistas. A diferença é que, desta vez, ganhou peso institucional e eco fora do Paraná. Quando um órgão nacional levanta preocupação, o debate muda de patamar.
No fundo, a questão é simples, ainda que tentem complicá-la: quem deve guardar os dados do cidadão? A Celepar, estatal criada para esse fim, ou estruturas privadas com interesses próprios? A resposta pode até ser objeto de disputa política, mas o risco envolvido é técnico — e concreto.