Tomou
22/04/2026 15:10
Tem vereador em Curitiba descobrindo do jeito mais barulhento possível que mexer com professor não é igual mexer com planilha. É gente de carne, osso e memória.
Depois de propor o fim dos feriados emendados nas escolas, Éder Borges virou alvo de uma enxurrada de comentários de quem pisa no chão da sala de aula. E não foi protesto protocolar. Foi aula pública.
A reação escancara um erro clássico de quem olha a educação pelo retrovisor do mercado. Escola não é depósito de criança. Nunca foi. E tratar calendário escolar como solução logística para jornada de trabalho é ignorar pedagogia, planejamento e o básico do respeito profissional.
O contraste incomoda. Quem fala em cortar descanso de professor costuma ter gabinete estruturado, assessor à disposição e recesso garantido. Mas quer opinar sobre o cansaço de quem segura turma cheia todos os dias.
No fim, o episódio deixou um recado simples e direto. Professor não aceita ser reduzido a figurante de política pública mal pensada. E quando responde, responde alto.