Tem gente que não aprende
20/04/2026 16:15
Tem um limite entre assistência e protagonismo. E, ao que parece, tem gente que nunca entendeu isso.
Em uma unidade básica de saúde de Cascavel, um personagem conhecido da política local — hoje fora do mandato — voltou a fazer aquilo que já lhe rendeu dor de cabeça no passado: circular por dentro de consultórios, acompanhando paciente, intermediando atendimento, sendo apresentado como “vereador que ajuda”. A cena, descrita por quem presenciou, é menos sobre empatia e mais sobre método.
Não é novidade. Há mais de uma década, práticas semelhantes já tinham sido levadas a um conselho de ética, com direito a oitiva de testemunhas e questionamentos sobre uso político da estrutura pública de saúde. O tempo passou, o mandato acabou, mas o script, ao que tudo indica, segue intacto.
A pergunta que fica não é sobre quem ajuda quem. É sobre o que se ganha com isso. Porque, em política, altruísmo silencioso não costuma precisar de plateia — muito menos de acesso privilegiado a consultório médico.
Se mudou o figurino, o enredo continua o mesmo. E, pelo visto, tem figurante que nunca saiu de cena. A Gazeta está apurando!