Fake Care

18/04/2026 10:03

Nos bastidores da política e do Judiciário, a Operação Fake Care começa a entrar em um terreno conhecido — o da disputa de competência, onde processos inteiros podem simplesmente desmoronar. A defesa de Marco Marcondes enxergou a brecha e foi direta: se a investigação deveria estar na Justiça Federal, como apontou a 2ª Câmara Criminal do TJ-PR, tudo o que foi feito até aqui pode ir para o ralo. É o tipo de argumento que, se prosperar, não discute mérito — desmonta o caminho. Do outro lado, o Ministério Público do Paraná pisa em ovos e aguarda a palavra final da Justiça Federal. Tradução: ninguém quer bater o martelo antes de saber quem, afinal, segura o martelo. Enquanto isso, o caso segue sob sigilo e a prefeitura prefere o silêncio. No meio desse jogo, a pergunta que fica é simples: estamos diante de uma reviravolta jurídica ou de mais um capítulo em que o processo se perde antes mesmo de chegar ao fim?