Se eleito, consegue assumir?

16/04/2026 16:57

A tentativa de volta de Deltan Dallagnol ao jogo eleitoral, agora mirando o Senado, vem sendo tratada nos bastidores como um lance de alto risco — e não exatamente por estratégia política. Em matéria recente, o G1 ouviu juristas que foram categóricos: a decisão do Tribunal Superior Eleitoral em 2023 não foi um episódio isolado, mas um marco jurídico difícil de contornar. A leitura dominante é de que há uma barreira concreta, com prazo definido, que pode inviabilizar qualquer tentativa de candidatura antes de 2030. Na prática, o roteiro preocupa até quem acompanha de longe. A avaliação é de que não seria necessário um novo julgamento, apenas a aplicação do que já foi decidido. Traduzindo: o risco não está só na candidatura, mas no que pode acontecer depois dela. E aí entra o ponto mais sensível — o eleitor. Nos bastidores, o temor é de um déjà vu eleitoral: campanha nas ruas, votos nas urnas… e, na sequência, anulação por inelegibilidade reconhecida. A defesa fala em “elegibilidade plena”. Já o ambiente jurídico, pelo que se ouve, responde com um silêncio desconfiado. Porque, nesse tabuleiro, o xeque pode até demorar — mas o mate, dizem, já estaria desenhado.