Curi segue no foco

07/04/2026 16:05

Alexandre Curi resolveu traduzir a política em planilha: fundo partidário entra, fidelidade sai. Na leitura dele, quem foi para o PL não foi por convicção, foi por orçamento. E quem ficou, ficou por alinhamento. Simples assim, como se ideologia fosse item opcional e o caixa, obrigatório. No meio da justificativa, o recado escapou sem querer. Ao admitir que “todo mundo conversa” e que houve assédio de outros partidos, Curi normaliza o balcão e, ao mesmo tempo, tenta posar de porto seguro. Diz que saiu “fortalecido”, mas o próprio argumento revela o contrário: se o critério é dinheiro, ninguém está exatamente seguro em lugar nenhum. E aí vem a frase final, que não é detalhe. “Sou pré-candidato a governador.” É disso que se trata. A janela partidária não é diagnóstico, é movimento de pré-campanha. O resto é explicação para consumo interno.