PSD perde espaço na largada

04/04/2026 11:46

A janela partidária fechou e deixou um recado direto, sem rodeios: o centro político não cresceu — encolheu. O principal exemplo é o PSD de Gilberto Kassab, que entrou no período tentando se firmar como eixo de equilíbrio e saiu com perdas relevantes. O movimento mais simbólico veio de São Paulo, maior vitrine eleitoral do país. O PSD projetava liderar a Alesp, mas acabou ultrapassado por PL e PT, terminando apenas na terceira posição. Para um partido que se vende como protagonista nacional, o resultado soa como freio de realidade. Nos bastidores, o timing agravou o cenário. Kassab deixou o governo de Tarcísio de Freitas justamente na semana da janela. O rompimento escancarou a dificuldade de sustentar o discurso de mediação em um ambiente cada vez mais polarizado. Enquanto isso, os polos avançaram. O PL ampliou sua bancada e chegou a 105 deputados federais, consolidando-se como a maior força da Câmara. O PT manteve seus 67 parlamentares, preservando espaço e estabilidade. O contraste é objetivo: de um lado, crescimento e consolidação; do outro, perda de tração. A estratégia de ocupar o meio do tabuleiro, ao menos neste momento, mostrou limites claros.