Não vai sobrar nada para o Ratinho
30/03/2026 16:43
Ratinho Junior precisa começar a se preocupar menos com o desenho ideal de 2026 e mais com o que já está desmoronando no presente.
A informação que circula com força nos bastidores não é mais especulação de corredor. Alexandre Curi está de saída do PSD. E não é uma saída tímida, silenciosa, dessas que se resolvem com conversa de gabinete. É movimento calculado, com destino definido: o Republicanos.
E não para por aí.
A engenharia política já vem sendo desenhada com um parceiro de peso. Rafael Greca, que deixou o PSD e hoje está no MDB, entra no tabuleiro como peça central de uma chapa que nasce fora do controle do Palácio Iguaçu.
Traduzindo: não é apenas uma debandada. É a formação de um novo polo.
Ratinho talvez ainda trate isso como mais uma turbulência administrável, dessas que a caneta resolve. Não resolve. Porque aqui não se trata de cargos, mas de projeto. E projeto com musculatura, com nomes competitivos e, principalmente, com disposição de confronto.
O governador passou meses tentando organizar o xadrez sucessório como se todas as peças ainda estivessem sobre a sua mesa. Não estão mais. Algumas já mudaram de lado. Outras simplesmente levantaram e foram embora.
Se esse movimento se consolidar, o PSD deixa de ser abrigo confortável e passa a ser território em disputa. E, pior para o governador, disputa sem favoritismo automático.
No fim das contas, o recado é simples e direto: enquanto Ratinho olha para frente tentando escolher quem será seu candidato, há gente se organizando agora para não precisar da escolha dele.
E, do jeito que o jogo está andando, pode não sobrar muita coisa para escolher.