Saída honrosa
23/03/2026 17:53
Marcelo Rangel reagiu ao ataque de Sergio Moro com um movimento clássico da política: bateu, mas deixou uma porta aberta. Ao comentar a postagem em que foi chamado de “serviçal da mentira”, o deputado disse que não acredita que o próprio senador tenha escrito aquilo. Sugeriu que pode ter sido “um comissionado ou estagiário”. A estratégia é conhecida: critica o conteúdo, mas preserva a figura, oferecendo uma saída elegante para recuo. Ao mesmo tempo, expõe fragilidade na comunicação do adversário. Se foi Moro, o problema é o tom. Se não foi, o problema é o controle. Em qualquer cenário, o desgaste fica.