Lulinha vai depor

19/03/2026 17:39

Marco Aurélio de Carvalho resolveu não esperar o processo bater à porta. À frente da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, foi direto ao gabinete de André Mendonça para tratar do inquérito da chamada “farra do INSS”. Mas o ponto central está no gesto: a defesa afirma que Lulinha está disposto a depor voluntariamente. Não é detalhe. É a peça-chave da estratégia. Em vez de reagir, a linha adotada é clara: antecipar-se, oferecer colaboração e tentar esvaziar qualquer leitura de resistência. No jogo jurídico, quem se coloca disponível tenta inverter o ônus — de investigado para alguém que quer esclarecer. Na política, o movimento também fala. Oferecer depoimento antes de ser chamado pode ser lido como segurança. Ou como necessidade de controlar o timing. No fim, a defesa aposta que, ao falar antes, consegue evitar que outros falem por ele.