Xadrez de Barros
19/03/2026 17:35
Ricardo Barros resolveu abrir todas as portas ao mesmo tempo — e deixar todas entreabertas. Disse que ninguém está fechado com ninguém, que “está errado” cravar apoio e que candidato que “ainda não existe” não merece compromisso. Tradução: quer manter o PP no centro do jogo, com poder de barganha máximo.
O problema é que o jogo andou sem avisar. Rafael Greca não esperou convite, filiou-se ao MDB e já se colocou na pista. E, com isso, bagunçou o cálculo de quem achava que ainda dava para organizar a fila com calma.
Enquanto isso, Sergio Moro troca de sigla, se aproxima do PL e tenta sobreviver politicamente fora da federação que o empurrava para fora. Sai de um problema interno para um novo tabuleiro, mais ideológico e menos confortável.
No fim, Barros tenta vender flexibilidade, mas o risco é outro: parecer que está esperando demais enquanto os outros já decidiram jogar. Em política, quem deixa todas as portas abertas às vezes descobre tarde demais que alguém já passou por elas primeiro.