Cheiro de acordo

13/03/2026 23:56

Nos bastidores de Brasília, ministros do governo Lula dizem sentir “cheiro de acordão” no ar. O motivo é a sequência de acontecimentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira: passou mal na Papudinha, foi transferido para o hospital e, logo em seguida, voltou à mesa o pedido de prisão domiciliar. Para auxiliares do Planalto, a cronologia levantou sobrancelhas. Às 7h49, o senador Flávio Bolsonaro anunciou nas redes sociais a ida do pai ao hospital. Pouco mais de duas horas depois, o advogado Paulo Bueno reapareceu publicamente para reiterar o pedido de transferência do ex-presidente para casa. Nos corredores do poder, a leitura é de que os fatos parecem encaixados demais. A suspeita ventilada por aliados de Lula é a de que a movimentação possa fazer parte de um acordo que abriria caminho para o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizar a domiciliar.