Xadrez Paulista

03/03/2026 14:33

O presidente Lula entrou de vez no tabuleiro paulista. Vai se reunir com Fernando Haddad e Geraldo Alckmin para bater o martelo sobre quem será o nome do Planalto ao governo de São Paulo em 2026. Não é só uma escolha local. É estratégia nacional. Haddad segue como primeira opção. Mesmo resistente a disputar qualquer cargo em 2026 — seja o Palácio dos Bandeirantes, seja o Senado — o ministro da Fazenda começa a ceder à pressão. Lula, segundo aliados, já conseguiu ao menos convencê-lo a colocar a candidatura na mesa. Para quem dizia que não queria, já é meio caminho andado. Alckmin, por sua vez, aparece como peça-chave no arranjo. O vice-presidente demonstra pouca disposição para deixar o cargo, mas é visto como facilitador político numa eventual campanha. Traduzindo: pode não querer ser candidato, mas será operador central do projeto. O pano de fundo é claro. Lula quer ampliar sua base em São Paulo mirando 2026 — e, sobretudo, a eleição presidencial seguinte. São Paulo continua sendo o maior colégio eleitoral do país e o calcanhar histórico do lulismo. Ganhar terreno ali é mais do que simbólico: é estratégico.