“Carta fora do baralho”?

02/03/2026 15:30

Enquanto Flávio Bolsonaro articula alianças e mantém conversas abertas no Paraná, Valdemar Costa Neto já trata Ratinho Júnior como carta fora do baralho na corrida presidencial. Em entrevista, o presidente do PL disse não acreditar na candidatura do governador e projetou um segundo turno direto entre Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Flávio — um desenho que ignora qualquer protagonismo do paranaense. A fala tem peso porque não vem de um comentarista de bastidor, mas do operador político que controla a máquina partidária bolsonarista. Ao mesmo tempo em que chama Ratinho de “fenômeno”, Valdemar o reposiciona como coadjuvante útil, alguém que poderia integrar um eventual governo do PL, não liderá-lo. Em bom português: menos Planalto, mais palanque. O movimento expõe a sinuca do governador dentro do próprio xadrez nacional. No PSD, a promessa é decidir o nome em abril, num páreo que inclui Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, enquanto Romeu Zema já avisou que não entra como vice. Fora dali, aliados começam a antecipar cenários sem esperar a palavra final de Ratinho.