Merenda no improviso
25/02/2026 08:14
Em Foz do Iguaçu, a merenda escolar virou símbolo de improviso administrativo. A prefeitura ratificou uma dispensa emergencial de licitação para comprar óleo de soja por R$ 71 mil, com validade de 90 dias para atender as escolas. O argumento é o caráter urgente, mas a pergunta política já está feita: por que chegou a esse ponto?
A crítica, que ganhou tração nas redes e no debate local, aponta falta de planejamento na compra da merenda. A narrativa é simples e potente. Se o calendário da alimentação escolar é previsível, emergência frequente soa mais como falha de gestão do que imprevisto inevitável.
Até aqui, não há prova de ilegalidade. A dispensa emergencial está prevista na lei. Mas legalidade não elimina desgaste. Quando o assunto é comida de aluno, a régua da opinião pública é mais alta. E a conta simbólica costuma ser paga pela gestão, mesmo quando a nota fiscal é outra.