Se não era polêmico o suficiente…
24/02/2026 18:11
Um voto judicial num processo gravíssimo saiu com um detalhe que ninguém esperava ver: um comando explícito pedindo para a inteligência artificial “melhorar a exposição e fundamentação” do texto ficou na versão final.
O relator é o desembargador Magid Nauef Láuar, que absolveu um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. No documento, além da ordem para a IA, aparecem dois parágrafos — um mais longo e outro resumido — como se o rascunho tivesse ido parar no voto oficial.
O problema não é só tecnológico. Em decisões desse peso, qualquer sinal de bastidor vira questão institucional. Não se discute a existência da ferramenta, mas o método. Porque, em Justiça, confiança não pode sair com marca de edição.