… e sobrou pro Freitas!
24/02/2026 16:55
A sessão corria no roteiro previsível de pedágio, Celepar e números de governo quando o clima azedou de vez no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná. O deputado Delegado Tito Barrichello resolveu puxar o freio da liturgia e partir para um ataque frontal contra o colega Renato Freitas. Sem rodeios, citou nome, episódio e pediu investigação por quebra de decoro.
Barrichello relatou uma abordagem policial em Colombo e disse que Renato teria desrespeitado agentes durante a ação. Foi além: cobrou que o caso vá ao Conselho de Ética e anunciou que pretende homenagear os policiais envolvidos. A fala não teve sutileza nem meia-palavra — foi recado direto, com endereço e protocolo.
O efeito foi imediato: aquele silêncio típico de plenário quando a política sai do campo das ideias e entra no terreno pessoal. Ataques desse tipo, com nome próprio e pedido de punição institucional, costumam ter efeito retardado — não explodem na hora, mas fermentam nos bastidores.
O episódio também tem cheiro de pré-campanha. Renato Freitas é figura de polarização por natureza, e cada movimento em torno dele tende a extrapolar o plenário. Ao levar o embate para o microfone oficial, Barrichello não falou só para os colegas — falou para fora, mirando a plateia mais ampla que acompanha a política paranaense.
No fundo, foi um daqueles momentos em que a sessão deixa de ser sobre projetos e vira palco. O tipo de cena que não muda a pauta do dia, mas muda o clima da semana. E na política, clima também é capital.