Bronca conservadora
17/02/2026 14:15
A fala do advogado Jeffrey Chiquini, que ganhou tração nas redes, escancara um incômodo crescente em setores da direita com o foco de alguns governadores na corrida presidencial. No alvo principal, o paranaense Ratinho Júnior. Para Chiquini, embora o governador apareça bem posicionado em levantamentos nacionais, estaria dedicando energia demais ao projeto presidencial e de menos à construção de força política nos estados.
O argumento do advogado é pragmático: a disputa silenciosa pelo Senado pode definir o equilíbrio de poder nos próximos anos. Na leitura dele, governadores como Ratinho, Tarcísio e Zema deveriam priorizar a formação de bancadas ideologicamente alinhadas, sob risco de ver adversários ocuparem cadeiras estratégicas mesmo com bom desempenho no Executivo.
No recorte do Paraná, a crítica ganha tom mais duro. Chiquini afirma que o governador estaria “nem aí pro Senado” e pede que ele seja cobrado publicamente para evitar a eleição de nomes ligados à esquerda. A fala mistura alerta eleitoral e apelo militante, com forte repercussão entre bolhas políticas digitais.
Mais do que um ataque isolado, o episódio revela uma tensão recorrente na política: o choque entre ambição nacional e organização de base. E, ao que tudo indica, parte do campo conservador já começou a cobrar que seus líderes escolham onde jogar — antes que o tabuleiro vire.