(Des)confiança
13/02/2026 17:07
No Supremo, a crise já não é só de bastidor. Virou desconfiança interna.
Ministros do Supremo Tribunal Federal passaram a trabalhar com a hipótese de que a reunião reservada que selou a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master pode ter sido gravada clandestinamente. Não por terceiros. Por alguém da própria mesa.
Os diálogos vieram à tona em reportagem do Poder360, reproduzidos com nível de detalhe que chamou atenção dentro da Corte — falas literais, trechos exatos, reconstrução minuciosa demais para simples memória. O material circulou entre os ministros e foi encaminhado ao próprio Toffoli como evidência de que houve registro.
Ele nega. Disse à Folha de S.Paulo que não fez qualquer gravação.
O problema é que, quando um tribunal passa a suspeitar de escuta na própria sala, o dano deixa de ser processual e vira institucional. Não se discute mais só quem relata o caso. Discute-se confiança.